A Administração Municipal de Maringá, através da Secretaria de Saúde, decidiu manter a unidade móvel especializada em saúde feminina funcionando no município por mais tempo. Originalmente, o equipamento encerraria suas atividades no sábado, dia 18, mas após negociações com o Ministério da Saúde, o período foi estendido até 31 de julho. A decisão busca reduzir o tempo de espera de mulheres cadastradas nas Unidades Básicas de Saúde que aguardam por consultas e procedimentos através do SUS.
Desde 19 de junho, a estrutura permanece estacionada em frente ao Terminal Urbano de Maringá, oferecendo atendimentos não apenas para residentes da cidade, mas também para mulheres da região norte paranaense. O espaço conta com consultório ginecológico e áreas destinadas a procedimentos diagnósticos e de acolhimento, funcionando como uma extensão da rede municipal de saúde.
Os serviços disponibilizados incluem consultas e teleconsultas, além de procedimentos como mamografias, ultrassonografias em diferentes modalidades (transvaginal, pélvica e mamária bilateral), punção de mama, biópsia, colposcopia e exame anatomopatológico. Esses procedimentos são fundamentais para detecção precoce e tratamento de câncer de mama e colo do útero. Entre as mulheres de Maringá, já foram realizados 638 atendimentos desde o início da operação, com 1.036 agendamentos confirmados até o momento.
Um desafio identificado pela gestão municipal é o índice de ausências aos atendimentos agendados, que chegou a 39%. Apesar de melhora registrada em julho comparado ao mês anterior, a administração reforça a importância das pacientes confirmarem presença por telefone ou WhatsApp com as equipes de saúde. A gestão também solicita que mulheres que não puderem comparecer comuniquem à Unidade Básica de referência, permitindo que outras pacientes utilizem a vaga liberada.
Mulheres interessadas em acessar os serviços da carreta devem procurar sua Unidade Básica de Saúde de referência para avaliação médica e agendamento. O atendimento não é por demanda espontânea. As recomendações técnicas indicam que mulheres a partir de 40 anos devem realizar mamografia, enquanto o rastreamento do câncer do colo do útero é indicado para aquelas entre 25 e 64 anos de idade.