O desempenho dos estudantes maringaenses no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) revela uma predominância clara das instituições de ensino privado. De acordo com o Ranking das Escolas 2026, gerenciado pelo jornal O Globo e baseado nas notas do Enem disponibilizadas pelo Ministério da Educação, 19 das 20 escolas com melhor desempenho na cidade pertencem à rede privada. O levantamento considera as médias das duas últimas edições do exame, realizado nos anos de 2024 e 2025.
O Colégio Pro, localizado na Zona 07 de Maringá, mantém-se na liderança do ranking com nota média de 644,8 pontos por estudante. A instituição, que iniciou suas atividades em 2019 como cursinho pré-vestibular e posteriormente transformou-se em escola de ensino médio, atualmente atende aproximadamente 370 alunos. O colégio também apresenta a maior taxa de participação estudantil no Enem, superior a 90%, e destaca-se especialmente na redação, componente em que obtém média de 748 pontos por aluno.
As demais posições do top 20 são ocupadas por outras instituições privadas como Colégio Integral (639,5 pontos), Colégio Nobel (633,9 pontos) e Colégio Premere (629,5 pontos). A única exceção na lista é o Colégio da Polícia Militar, escola pública que conquista a 12ª posição com média geral de 600 pontos e 691 na redação, sendo a única instituição de educação pública a figurar entre os vinte melhores desempenhos na avaliação.
Segundo análise do coordenador pedagógico do Colégio Pro, a metodologia de ensino utilizada pela instituição privilegia práticas inovadoras adaptadas às características individuais dos estudantes. A escola incorpora simulados específicos do Enem ao longo do ano letivo, com aproximadamente 40% de suas avaliações seguindo o formato de múltipla escolha adotado no exame nacional. Essa abordagem busca familiarizar os alunos com o modelo de prova enquanto trabalha aspectos psicológicos relacionados à pressão de aprovação.
Observa-se que a análise do ranking deve considerar o contexto socioeconômico das instituições participantes. As escolas privadas que lideram o indicador já dispõem de estrutura e recursos que favorecem o desempenho de seus alunos, diferentemente de instituições públicas que atendem populações com diferentes realidades financeiras. A ferramenta de ranking, disponível para consulta pública, apresenta uma fotografia dos resultados, mas especialistas apontam a importância de uma leitura mais profunda que considere as desigualdades estruturais no acesso à educação de qualidade no município.