O espelho d’água do Parque do Ingá registrou neste domingo, 26 de julho, sua maior cota desde que o Instituto Ambiental de Maringá (IAM) iniciou o monitoramento sistemático em setembro de 2022. Após as precipitações concentradas entre 23 e 25 de julho, o lago alcançou 479,44 metros acima do nível do mar, superando o anterior máximo de 479,16 metros registrado em 2023.
A elevação acumulada de 1,40 metro ocorreu desde janeiro de 2025, período em que tiveram início as intervenções técnicas nos canais Leste e Oeste do sistema de drenagem. Conforme informações do Instituto Ambiental de Maringá, essas adequações visaram otimizar a eficiência na condução das águas pluviais que alimentam o lago artificial do parque. Antes das intervenções, o Canal Leste apresentava capacidade reduzida de contribuição, enquanto o Canal Oeste praticamente não direcionava volume de água para o sistema.
As ações executadas ao longo de 2025 e 2026 incluíram a implantação de pontos de desvio parcial para melhor distribuição de fluxo hídrico, rebaixamento da soleira do canal de chamada do desvio Oeste, além de operações de limpeza, desassoreamento e desobstrução das estruturas hidráulicas. A implementação ocorreu de maneira gradativa, com monitoramento contínuo das variações. Quando os trabalhos iniciaram em janeiro deste ano, o lago registrava 478,04 metros acima do nível do mar.
Os dados e resultados obtidos com as intervenções foram apresentados aos conselheiros do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente de Maringá (Comdema) durante reunião ordinária realizada em 23 de julho. Durante o encontro, técnicos compartilharam informações pormenorizadas sobre a evolução do sistema de drenagem da unidade de conservação, destacando como o comportamento da coluna d’água após os eventos chuvosos confirmou os resultados esperados das adequações implementadas.
O Instituto Ambiental de Maringá mantém acompanhamento diário do nível do lago e dos volumes pluviométricos por meio de equipamentos específicos instalados no local: uma régua linimétrica para mensuração de profundidade e um pluviômetro para registro de precipitações. Este monitoramento permanente orienta novas ações de manutenção e aperfeiçoamento das estruturas de drenagem que alimentam o Parque do Ingá, garantindo o funcionamento otimizado do sistema hidráulico e a sustentabilidade do espelho d’água.