Fechamento de estrada afeta produtores rurais de Marialva e Mandaguari

Fechamento de estrada afeta produtores rurais de Marialva e Mandaguari

Uma ordem judicial determinou o encerramento das operações em um segmento da Estrada Terra Roxa, via de grande importância para a região Norte do Paraná. A medida afeta diretamente municípios como Marialva e Mandaguari, onde produtores rurais utilizam intensamente a via para acessar propriedades agrícolas e realizar o escoamento de colheitas e insumos.

A situação tem origem em um contrato assinado em 2009 entre o proprietário do imóvel onde a estrada está localizada e a Viapar, então concessionária de rodovias da região. O acordo estabelecia que, após o término da concessão, a via seria desativada e a propriedade retornaria às condições originais para uso agrícola. Com o encerramento da concessão em 2021, a cláusula não foi cumprida conforme o previsto, levando o proprietário a procurar a Justiça.

O Poder Judiciário reconheceu a validade das obrigações contratuais e ordenou a execução das responsabilidades originais. A sentença determina a remoção do pavimento existente no local e a recuperação do terreno, medidas que resultarão no fechamento do trecho. A Viapar, na condição de concessionária original, ficou responsabilizada pela realização dos trabalhos conforme estabelecido no processo.

Administrações de Marialva e Mandaguari trabalham em conjunto para minimizar os impactos da interdição. As prefeituras esclarecem que não foram responsáveis pela decisão judicial, uma vez que a medida decorreu de uma disputa contratual entre particulares. Ainda assim, a população local sofre os efeitos práticos da determinação, particularmente produtores rurais que dependem da via para suas atividades econômicas.

Neste momento, os governos municipais concentram esforços na avaliação de rotas alternativas que possam compensar a perda de acesso. Segundo as prefeituras, qualquer solução deve considerar tanto as necessidades dos moradores quanto as exigências das atividades agrícolas desenvolvidas na região. A Viapar informou que não se pronunciará publicamente sobre o assunto.

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