Maringá mapeia protetores de animais com apoio de estudantes de Veterinária e Psicologia

Maringá mapeia protetores de animais com apoio de estudantes de Veterinária e Psicologia

A administração municipal de Maringá deu prosseguimento à segunda etapa do diagnóstico situacional voltado aos protetores independentes de animais que atuam no município. A iniciativa, conduzida pela Secretaria de Proteção e Bem-Estar Animal (Sebea) em colaboração com a UniCesumar, começou com um encontro de alinhamento entre gestores públicos e coordenadores dos cursos de Medicina Veterinária e Psicologia.

No dia 21 de agosto de 2026, mais de 65 estudantes participaram do primeiro treinamento para atuar no mapeamento. O trabalho envolve análise de dois eixos complementares: na Medicina Veterinária, o foco incide sobre saúde animal, manejo, condições sanitárias, reprodução, alimentação, vacinação, doenças e infraestrutura. Já na Psicologia, o levantamento aborda dinâmicas familiares, relações sociais, vínculos homem-animal, cenários de vulnerabilidade e estratégias de aproximação.

Os universitários foram distribuídos em grupos temáticos, ficando cada equipe responsável pelo acompanhamento de um segmento de protetores. Os dados colhidos durante as visitas serão compilados em instrumentos padronizados, originando um panorama consolidado da proteção animal em Maringá. Esse levantamento possibilitará compreender o universo dos protetores e dos cuidados prestados aos bichos, subsidiando formulação de políticas públicas mais adequadas, respeitosas e embasadas em dados reais.

Conforme informado pela secretária Daniela Tozetto, o diagnóstico não possui função fiscalizadora, mas sim investigativa e propositiva. O trabalho buscará identificar o perfil e a distribuição geográfica dos protetores, quantificar os animais sob responsabilidade individual, avaliar práticas de manejo e detectar lacunas nas esferas veterinária, social e psicológica. Os achados permitirão às autoridades conhecer os obstáculos vivenciados pelos protetores e as prioridades que demandam intervenção pública, orientando alocação de recursos e elaboração de novos programas.

Além de contribuir para o diagnóstico municipal, o projeto funciona como ferramenta pedagógica valiosa. O professor doutor Carlos Bettini, do curso de Veterinária, observa que a experiência extrapola conteúdos técnicos, desenvolvendo sensibilidade, empatia e responsabilidade social nos futuros profissionais. Na Psicologia, a coordenadora Maria Estela Martins Silva destaca que as visitas proporcionam observação in loco de manifestações emocionais e comportamentais em contextos reais. Estudantes como Grazielly Oliveira Sousa e Heloísa Scandinari ressaltam a relevância do cadastramento participativo dos protetores e a importância de reconhecer que esses cuidadores também demandam acolhimento e suporte institucional.

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