Uma nova reviravolta marca o caso de esfaqueamento que resultou na prisão de um homem em Maringá. A vítima inicial dos ferimentos, Elza Meira Barros, compareceu novamente ao plantão da Polícia Civil maringaense para reformular completamente sua versão dos fatos ocorridos em 18 de agosto.
Conforme depoimento prestado ao jornalista André Almenara, Elza informou que estava sob influência de substâncias entorpecentes quando apresentou a denúncia inicial contra seu marido. No dia do incidente, a mulher procurou a delegacia apresentando ferimentos causados por golpes de faca, circunstância que levou dois agentes a prestarem os primeiros socorros e darem prosseguimento à investigação que culminou na prisão do cônjuge.
Durante a entrevista, Elza declarou ser usuária de crack e reconheceu que o consumo da droga comprometeu seu estado mental e sua capacidade de discernimento no momento das declarações iniciais. A mulher afirmou não se recordar do teor de seu relato anterior à polícia, atribuindo sua confusão mental exclusivamente ao uso de entorpecentes. Ela admitiu ser a responsável pelos ferimentos e solicitou que as autoridades reconsiderem a prisão do marido, argumentando que um inocente não deveria permanecer encarcerado em razão de seu erro e seu estado de dependência química.
A mudança de versão, porém, não implica em libertação automática do acusado. A Polícia Civil maringaense deverá confrontar a nova declaração com toda a documentação investigativa já coletada, incluindo depoimentos, laudos periciais, exames e material audiovisual. Apenas após essa análise comparativa, as autoridades encaminharão conclusões para que o Poder Judiciário tome a decisão final sobre a manutenção ou revogação da prisão.
A defesa do marido detido tem o direito de apresentar a nova manifestação de Elza Meira Barros ao processo judicial e requerer reavaliação da medida cautelar. Portanto, embora a mulher tenha assumido responsabilidade integral pelo ocorrido de 18 de agosto, a investigação continua em curso e as conclusões finais sobre o caso permanecem sob responsabilidade dos órgãos competentes e do Poder Judiciário maringaense.