A administração municipal de Arapongas formalizou nesta quarta-feira (9 de setembro de 2026) o funcionamento do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora (SFA), durante cerimônia realizada no Cine Mauá. A vice-prefeita Édina Kümmel representou o prefeito Rafael Cita, que se encontrava em compromisso na capital paranaense. O evento contou ainda com a participação do juiz Alberto Moreira Côrtes Neto, responsável pela Vara da Infância e Juventude, do promotor de Justiça Marcos Vinicius Pesenti, de Marcelo Beffa pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), além de secretários municipais, servidores e vereadores.
O programa representa uma iniciativa da Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS) integrada ao Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Sua proposta central é proporcionar ambiente familiar seguro e acolhedor para crianças e adolescentes que temporariamente não conseguem permanecer com suas famílias de origem, priorizando evitar o acolhimento em instituições. As famílias participantes passam por seleção rigorosa e recebem treinamento específico para oferecer cuidados adequados a cada criança ou adolescente sob sua responsabilidade.
Durante a abertura do evento, a assistente social Cassiana Kreher e a psicóloga Bruna Rafael Farias, ambas integrantes do serviço, apresentaram detalhes operacionais do programa. Os atendimentos funcionam na sede do Centro de Convivência do Idoso (CCI) Tia Sú, situado na Rua Gavião-Preto, número 439, no Jardim Vale Petrópolis. A cerimônia contou com apresentação artística da ONG Arte & Vida, coordenada pela coreógrafa Ana Júlia Fornazieri.
A modalidade de acolhimento em família diferencia-se fundamentalmente do abrigo institucional. Enquanto este último envolve múltiplas crianças e adolescentes em estrutura coletiva com revezamento de funcionários, o acolhimento familiar oferece cuidado personalizado dentro da rotina doméstica de uma família. O período de acolhimento é temporário, podendo variar de poucos dias até o máximo de um ano e seis meses, com objetivo explícito de possibilitar o retorno seguro à família de origem ou encaminhamento para solução permanente adequada.
O promotor de Justiça Marcos Vinicius Pesenti reforçou a necessidade de integração entre os serviços de proteção municipal, argumentando que ações isoladas comprometem a efetividade. O juiz Alberto Moreira Côrtes Neto destacou o lançamento como demonstração de compromisso concreto com a proteção integral e garantia de direitos infanto-juvenis. Para ele, o programa busca fortalecer a rede de proteção local, colocando crianças e adolescentes no centro da atuação pública, combinando proteção com vínculos afetivos e pertencimento.