Uma megaoperação coordenada entre a Polícia Civil e a Polícia Militar resultou no desmantelamento de uma organização criminosa dedicada ao roubo de rebanhos em propriedades rurais da região Noroeste e Centro-Oeste do Paraná. A ação, realizada na manhã de quarta-feira 10 de setembro de 2026, envolveu mais de 60 mandados judiciais cumpridos simultaneamente em 16 municípios diferentes.
O contingente policial mobilizado para a operação foi expressivo: 210 policiais foram deslocados para as ruas de Alto Paraná, Paranacity, Cruzeiro do Sul, Colorado, Itaguajé, Uniflor, Nova Esperança, Astorga, Jaguapitã, São João do Caiuá, São Jorge do Ivaí, São Geraldo, Luiziana, Campo Mourão, Araruna e Roncador. A ação contou ainda com o reforço de cães farejadores e apoio aéreo de helicópteros para garantir o sucesso das buscas e prisões.
A investigação que levou ao desmantelamento da quadrilha foi iniciada após o roubo de 29 cabeças de gado em uma propriedade rural localizada em Alto Paraná. A partir desse episódio, a Polícia Civil iniciou um trabalho investigativo que se estendeu por 10 meses, durante os quais foram mapeadas as estruturas e hierarquias da organização criminosa. Os agentes identificaram que o grupo contava com aproximadamente 40 integrantes, cada um responsável por funções específicas na cadeia de crimes.
A estrutura do grupo criminoso funcionava de forma sofisticada e organizada. Havia especialistas no reconhecimento prévio das propriedades que seriam alvo dos crimes, profissionais responsáveis pela execução dos furtos propriamente ditos, equipes de apoio logístico encarregadas do transporte dos animais furtados, e elementos encarregados da falsificação de documentação. Esses documentos falsos eram utilizados para permitir que o gado roubado passasse pelas barreiras policiais nas estradas da região.
O prejuízo estimado causado pelos crimes cometidos por esse grupo criminoso chega a R$ 10 milhões, representando perdas significativas para os pecuaristas afetados pela ação do bando. A desarticulação dessa organização representará alívio para os produtores rurais da macrorregião de Maringá, que enfrentavam constantes ameaças aos seus rebanhos desde 2025, período em que a quadrilha iniciou suas atividades criminosas na região.