Paraná em alerta: governo ativa equipes após chuvas intensas atingirem 30 cidades

Paraná em alerta: governo ativa equipes após chuvas intensas atingirem 30 cidades

O Governo do Paraná acionou suas estruturas de resposta rápida para atender municípios afetados por um sistema de tempestades que ocorreu entre a noite de segunda-feira (21) e madrugada de terça-feira (22) de setembro de 2026. A mobilização envolve diversos órgãos estaduais que trabalham simultaneamente na recomposição de infraestruturas danificadas e no suporte imediato às comunidades impactadas pelos fenômenos climáticos intensos.

Conforme registros da Defesa Civil do Estado, fenômenos como vendavais e precipitação de granizo provocaram danos significativos em 30 municípios distribuídos por várias regiões paranaenses. Os sinistros incluem destelhamento de casarões, queda de árvores sobre vias e residências, além de danos em estruturas de distribuição de energia elétrica. Os Núcleos Regionais da Defesa Civil acompanham de perto a evolução da situação em todos os territórios do Estado, com equipes prontas para enviar assistência humanitária conforme a demanda. Levantamentos técnicos mais completos estão sendo realizados pelos municípios ao longo de terça-feira para posterior repasse ao órgão estadual responsável.

Durante a madrugada de terça-feira, os sistemas de monitoramento da Defesa Civil e Simepar emitiram 40 alertas meteorológicos, sendo 18 classificados como risco muito alto e 22 como risco alto. As áreas afetadas distribuem-se pela Região Metropolitana de Curitiba, incluindo Curitiba, Tijucas do Sul, Agudos do Sul, Quitandinha, Campina Grande do Sul, Piên e Rio Negro. Na região Norte Central foram registradas ocorrências em Maringá, Apucarana, Sarandi, Mandaguari, Cambira e Colorado. A região Oeste também sofreu impactos em Formosa do Oeste, Ibema, Guaraniaçu, Santa Tereza do Oeste, Entre Rios do Oeste, Palotina, Assis Chateaubriand e Catanduvas, enquanto na área Centro-Oriental afetou Telêmaco Borba, Ortigueira, Curiúva, Imbaú e Ventania.

A Copel mobilizou suas equipes para normalizar o fornecimento de energia elétrica a 161,9 mil unidades consumidoras que tiveram o serviço interrompido pelos temporais. A região Norte do Paraná apresenta o maior número de desligamentos, com 80,5 mil consumidores afetados no início da manhã de terça. Complementando esse cenário crítico, o Noroeste registrou 29,1 mil interrupções, Campos Gerais e Centro-Sul 22,3 mil, Região Metropolitana de Curitiba com 17,1 mil, Oeste com 8 mil e Sudoeste com 4,5 mil. Em Curitiba especificamente, 6,6 mil unidades ficaram sem energia.

Os impactos das falhas de energia elétrica refletem diretamente no abastecimento de água. A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) trabalha para restabelecer os sistemas afetados em todo o território estadual. Em Maringá, a captação do Rio Pirapó permaneceu paralisada devido à intensidade das chuvas e falta de energia, exigindo o deslocamento de caminhões-pipa para abastecer órgãos públicos. Umuarama também enfrenta dificuldades em suas unidades operacionais pela ausência de fornecimento elétrico. Em Assis Chateaubriand, na região Oeste, tanto a Estação de Tratamento quanto o principal poço foram prejudicados. Na Região Metropolitana de Curitiba, um rompimento de tubulação de grande volume ocorreu na ponte do rio Palmital em Colombo. Em Adrianópolis, a falta de energia impactou o sistema, com a empresa trabalhando na ativação de geradores para retomar produção e distribuição. A Sanepar orienta a população a priorizar água tratada para higiene e alimentação, adiando serviços não essenciais e economizando o recurso.

Infraestruturas viárias também sofreram danos durante o evento climático. A Secretaria de Infraestrutura e Logística e o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná identificaram problemas em diversos trechos. Na PR-662, entre Foz do Jordão e Usina Segredo, foi detectada fissura em encosta no quilômetro 11, exigindo monitoramento contínuo devido ao risco de desprendimento. A PR-473 apresentou perda de estruturas laterais de proteção em bueiros. Na PR-158, próxima a Laranjeiras do Sul, o volume de precipitação superou a capacidade de drenagem da rodovia, causando erosão, desestabilização e colapso de elementos de escoamento como bueiros e galerias. Os órgãos competentes prosseguem em ações de reparação e análise técnica das vias afetadas.

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