O mês de setembro encerrou em Maringá com um volume de precipitação significativamente acima dos padrões climáticos da região. A cidade acumulou 227 milímetros de chuva durante o período, enquanto o índice histórico registrado pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) aponta uma média de apenas 97 milímetros para este mês. Esse resultado representa mais que o dobro do esperado, demonstrando um comportamento climático atípico.
De acordo com análises técnicas do Simepar, o mês apresentou características meteorológicas completamente diferentes das previsões iniciais. A predominância de nebulosidade durante grande parte de setembro contribuiu para a alteração nos padrões de temperatura e precipitação em toda a região. O cenário registrado não reflete apenas variações pontuais, mas uma mudança generalizada no comportamento climático do período no estado do Paraná como um todo.
Em nível estadual, todos os postos meteorológicos mantidos pelo Simepar ultrapassaram as médias históricas de setembro. Dados ainda mais expressivos indicam que em pelo menos 14 estações de monitoramento, o volume de chuva registrado foi o maior já documentado para o mês em seus registros históricos. Essa situação demonstra que o fenômeno não foi localizado, mas afetou significativamente o estado inteiro durante o período.
Além das precipitações elevadas, setembro também se destacou por outros eventos meteorológicos relevantes. No dia 28 de setembro, Maringá registrou a temperatura mais alta do ano até aquela data, atingindo 35,2 graus Celsius. Em paralelo, o Paraná enfrentou rajadas de vento que ultrapassaram 100 quilômetros por hora em diversas cidades, além de dois episódios de tornados identificados pelo Simepar: um no município de Francisco Alves e outro em Goioerê. A classificação oficial destes fenômenos ainda permanece em fase conclusiva conforme informações da entidade.
Com a transição para outubro, o Simepar indica uma transformação gradual nos padrões climáticos observados durante setembro. As mudanças esperadas apontam para uma normalização tanto dos índices de precipitação quanto das temperaturas médias registradas na região. Este ajuste climático marca o encerramento de um período atípico que caracterizou o mês anterior, trazendo a expectativa de retorno aos padrões sazonais mais comuns para a estação.