A Polícia Federal conduziu uma significativa operação no domingo (4 de outubro) visando coibir práticas criminosas durante o primeiro turno das eleições de 2026. A ação resultou na condução de 59 indivíduos às delegacias para investigação de suspeitas relacionadas a delitos eleitorais. O levantamento preliminar dos dados, realizado até as 12h30, abrangeu 17 estados brasileiros mais o Distrito Federal, demonstrando a amplitude da fiscalização realizada pela corporação.
Os números da apreensão são expressivos: a operação culminou na confiscação de R$ 789.828,50 em bens e valores, sendo que R$ 383.627,50 corresponderam a numerário apreendido. A Polícia Federal ressalvou que esses quantitativos são preliminares e estarão sujeitos a validação complementar. As irregularidades investigadas envolvem principalmente propaganda eleitoral não autorizada e corrupção eleitoral, especialmente focando em transações de compra de votos.
Como desdobramento das investigações, a PF formalizou seis inquéritos policiais e lavrou 18 termos circunstanciados de ocorrência, documentando infrações de menor gravidade. No contexto mais amplo de 2026, a corporação já havia registrado 1.293 inquéritos relacionados a crimes eleitorais, acumulando mais de R$ 45,6 milhões em bens apreendidos, dos quais aproximadamente R$ 30,2 milhões representavam dinheiro em espécie confiscado.
No Paraná especificamente, a Secretaria de Segurança Pública registrou 27 ocorrências eleitorais até o meio da tarde do domingo. A maioria desses casos envolveu irregularidades de boca de urna, distribuídas por 19 municípios paranaenses. As cidades afetadas incluem Toledo, Bom Sucesso, Almirante Tamandaré, Arapoti, Bandeirantes, Campina Grande do Sul, Cianorte, Colombo, Corbélia, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Lapa, Missal, Nova Londrina, Pinhais, Santa Tereza do Oeste, Sengés, Sertanópolis e Sulina.
A atuação da Polícia Federal neste período eleitoral reforça seu compromisso com a preservação da integridade do processo democrático. A instituição permanece atenta à detecção e repressão de ilícitos contra a Justiça Eleitoral em toda a extensão territorial brasileira, garantindo que o pleito transcorra dentro dos parâmetros legais estabelecidos.