Organização criminosa que operava em Maringá era controlada de Londres; 17 presos

Organização criminosa que operava em Maringá era controlada de Londres; 17 presos

A Polícia Civil do Paraná (PCPR), em parceria com a Polícia Civil de São Paulo (PCESP), desmantelou uma rede de distribuição de entorpecentes que operava em Maringá e região. A ação conjunta, realizada na madrugada de quinta-feira (15 de outubro de 2026), culminou na prisão de 17 indivíduos suspeitos de integrar organização criminosa responsável pelo tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais na região Noroeste do Estado.

A operação mobilizou aproximadamente 100 agentes da polícia civil nas cidades de Maringá, Sarandi e Praia de Leste (PR), além de Franco da Rocha (SP). Os policiais contaram com reforço de helicóptero e unidades caninas especializadas da PCPR. Durante os cumprimentos de mandado, foram executadas 14 ordens de prisão, 14 de busca e apreensão, 16 medidas de bloqueio de contas bancárias e uma medida de sequestro de veículo. Nos locais revistados, os agentes apreenderam 15 quilogramas de drogas, entre maconha e cocaína, o que resultou em três prisões em flagrante delito.

Conforme explicado pelo delegado Leandro Munin, da PCPR, a estrutura criminosa funcionava de forma descentralizada, com lideranças residindo fora da região. O principal fornecedor e coordenador das atividades ilícitas encontra-se em Londres, na Inglaterra, de onde mantinha controle das operações através da internet, gerenciando o abastecimento e distribuição de entorpecentes em Sarandi e Maringá. Outro importante fornecedor foi identificado em Praia de Leste, no Litoral paranaense. A organização também utilizava sistemas de entrega na modalidade delivery para distribuição das drogas.

As investigações, que duraram aproximadamente um ano e contaram com participação do Ministério Público, tiveram origem a partir de prisões de indivíduos envolvidos na distribuição de entorpecentes em Sarandi. O aprofundamento das diligências revelou uma estrutura criminosa mais complexa, organizada em diferentes núcleos operacionais com divisão clara de tarefas. A organização contava com lideranças, fornecedores atacadistas, responsáveis pelo armazenamento e fracionamento, distribuidores, entregadores e operadores financeiros. A PCPR também identificou pessoas que cediam contas bancárias para recepcionar e circular valores provenientes das atividades ilícitas, caracterizando práticas de lavagem de dinheiro.

As investigações apontaram vínculos com organização criminosa de alcance nacional, com estrutura operando em diferentes estados. Um dos indivíduos que deu origem às investigações é sobrinho de uma figura apontada como liderança dessa organização no Paraná, cujo atual paradeiro seria o Paraguai. A PCPR priorizou a identificação dos mecanismos financeiros utilizados para movimentar recursos ilícitos, implementando medidas judiciais de bloqueio e constrição patrimonial com objetivo de descapitalizar a organização e impedir sua reorganização financeira e expansão.

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