Uma mobilização coordenada pela liderança do Sistema Faep resultou em deslocamentos que ultrapassaram 20,6 mil quilômetros pelo território paranaense. O projeto denominado ‘Sistema Faep no Trecho’, iniciado no encerramento de 2024, já alcançou 95% das entidades sindicais rurais espalhadas pelo Estado, visitando 155 dos 163 sindicatos existentes. A meta estabelecida é atingir a totalidade até dezembro de 2026.
O objetivo central da iniciativa consiste em estabelecer diálogo direto com dirigentes sindicais, compreender as particularidades de cada região e fortalecer o vínculo institucional com os produtores rurais paranaenses. De acordo com o coordenador geral do projeto, essa aproximação permitiu identificar lacunas, oportunidades de melhoria e áreas para novas atuações, consolidando a percepção de que o sistema sindical rural mantém-se solidário e preparado para enfrentar desafios.
Algumas visitas marcaram momentos históricos para os sindicatos envolvidos. O Sindicato Rural de Juranda, constituído há 41 anos, e a entidade de Ribeirão do Pinhal, fundada há 59 anos, receberam pela primeira vez a presença da administração máxima do Sistema Faep. Essas oportunidades de contato permitiram que os dirigentes entendessem as demandas específicas do campo em cada localidade, transformando-as em pautas para negociação junto aos governos estadual e federal.
As visitas geraram desdobramentos práticos, como o surgimento de projetos complementares. O programa Renova Sindicato foi criado especificamente para potencializar a infraestrutura física das entidades sindicais distribuídas no Paraná. Conforme avaliação do gerente de Relações Sindicais, fortalecer os sindicatos individualmente reflete diretamente na capacidade de representação do setor agrícola como um todo, pois essas instituições funcionam como porta de entrada dos produtores no sistema maior.
Demandas variadas emergiram durante o roteiro. No município de Sertanópolis, conhecido pela produção de soja, milho e frango, produtores questionam a necessidade de agilização no restabelecimento de energia elétrica e pleiteiam autorização para trânsito de máquinas agrícolas em rodovias durante períodos de plantio e colheita. Em Juranda, região igualmente voltada para grãos e proteína animal, questões relativas a custos cartoriais e tarifas de pedágios emergiram como obstáculos significativos. Essas manifestações demonstram como o conhecimento de cada realidade local possibilita que a entidade formule respostas adequadas aos desafios enfrentados pelos agricultores paranaenses.