O estado do Paraná deve vivenciar uma transformação significativa nas condições climáticas a partir de quarta-feira (21 de outubro de 2026), quando precipitações começam a avançar gradualmente sobre a região Sul do país. Conforme análise do Climatempo, a situação se tornará mais crítica na quinta-feira (22), período em que temporais são esperados em diversas áreas do territorio paranaense.
A formação desse cenário meteorológico desfavorável resulta da combinação de diferentes sistemas atmosféricos que atuam sobre o Centro-Sul da América do Sul. Um aprofundamento de zona de baixa pressão localizada no Paraguai, associado ao reforço dos ventos em níveis elevados da atmosfera e a presença de um cavado meteorológico próximo de 500 hPa sobre o Sudeste brasileiro, criam as condições ideais para o desenvolvimento de nuvens carregadas e instabilidades.
A região Centro-Oeste do Paraná emerge como área de maior preocupação entre os meteorologistas, onde sinais apontam para acumulados elevados de chuva durante a quinta-feira (22). Embora os modelos de previsão ainda apresentem variações quanto à intensidade e distribuição espacial das pancadas, o estado do Paraná se destaca como a zona de maior destaque para instabilidades generalizadas. Em Curitiba especificamente, a possibilidade de temporais mais severos permanece sob incerteza, dependendo das atualizações sucessivas dos dados meteorológicos.
O Rio Grande do Sul também sentirá os efeitos dessa reorganização dos sistemas atmosféricos. Na quarta-feira (21), as mudanças mais expressivas começam nas regiões Oeste, Noroeste e Norte gaúcho, com precipitações variando entre moderadas e fortes, acumulando entre 10 e 40 milímetros. Já na quinta-feira (22), a intensificação alcança também pontos da região central do estado, onde volumes podem oscilar entre 10 e 50 milímetros de maneira irregular, com risco de queda de granizo em algumas localidades.
Santa Catarina igualmente registrará aumento da instabilidade a partir de quarta-feira (21), porém a distribuição e intensidade das pancadas no território catarinense ainda carecem de definições mais precisas pelos modelos meteorológicos. Os sinais mais expressivos de chuva forte e temporais concentram-se principalmente no Paraná e em parte do Rio Grande do Sul, com as próximas atualizações da previsão podendo esclarecer melhor o comportamento das instabilidades e as áreas que registrarão os maiores volumes de precipitação na região Sul.