Votação prorrogada gera confusão em Maringá; eleitores relatam impedimentos

Votação prorrogada gera confusão em Maringá; eleitores relatam impedimentos

Maringá vivenciou momentos de incerteza no domingo, 25 de outubro, quando eleitores encontraram dificuldades para exercer o direito ao voto. O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a extensão do período de votação até as 19h em toda a nação, decisão que gerou descompassos na aplicação das normas nas seções eleitorais da região.

Na Escola Municipal Zuleide S. Portes, localizada em Maringá, uma eleitora registrou em vídeo que estava sendo impedida de votar, levantando questões sobre como a determinação judicial seria implementada. A confusão surgiu porque a prorrogação foi anunciada após as 17h, horário originalmente programado para o encerramento da votação, deixando dúvidas sobre quais urnas deveriam permanecer abertas e quais já poderiam ser lacradas.

Para esclarecer a situação, o ministro Cristiano Zanin emitiu novo pronunciamento determinando que a extensão do horário valeria apenas nos locais onde as urnas permaneciam abertas. Nas seções eleitorais onde o funcionamento havia sido encerrado, os votos já contabilizados deveriam ser processados conforme as normas convencionais. Esta orientação foi divulgada para evitar reabertura desnecessária de urnas já fechadas.

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) posicionou-se por meio de comunicado no mesmo domingo, informando que acompanhava as orientações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A instituição confirmou que eleitores presentes nas filas continuavam sendo atendidos e que a totalização dos votos havia sido pausada pelo órgão superior até o esclarecimento completo das diretrizes. O TRE-PR comprometeu-se em disponibilizar informações adicionais conforme fossem confirmadas.

A decisão de ampliar o período de votação originou-se de solicitação apresentada pela coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que apontava problemas no transporte público e dificuldades de deslocamento em múltiplas regiões brasileiras. A campanha de Flávio Bolsonaro também protocolou pedido similar, citando impactos de precipitações intensas em municípios de Minas Gerais e Rio Grande do Sul como obstáculos ao acesso às urnas.

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