A administração municipal de Apucarana preparou uma série de eventos durante o mês de agosto para marcar o vigésimo aniversário da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), principal instrumento legal de proteção feminina no país. A iniciativa, coordenada pela Secretaria Municipal da Mulher e Assuntos da Família (SEMAF), integra a campanha nacional conhecida como Agosto Lilás, dedicada ao enfrentamento e prevenção da violência contra mulheres.
A secretária responsável pela pasta enfatizou que, apesar dos avanços jurídicos conquistados nas últimas duas décadas, os indicadores de violência contra mulheres permanecem preocupantes, com uma mulher sofrendo agressão a cada sete minutos no território brasileiro. A programação municipal busca sensibilizar a população sobre a relevância das denúncias, do acompanhamento especializado às vítimas e da efetivação dos direitos femininos, convidando toda a comunidade para participação nas atividades.
O calendário de ações inicia em 6 de agosto com reunião do Comitê da Primeira Infância, seguido pelo Pit Stop 20 Anos da Lei Maria da Penha no dia 7, na região central, distribuindo informações sobre prevenção e canais de proteção. Palestras ocorrem no CRAS da Vila Reis (12 de agosto), campus da Universidade Estadual do Paraná (13 de agosto), Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (13 de agosto, 20h) e Senac (14 de agosto). Uma roda de conversa com gestantes está programada para 17 de agosto, focando em prevenção e fortalecimento da rede de apoio comunitário.
O Café com Elas, atividade tradicional de diálogo e compartilhamento de vivências, ocorre no dia 21 de agosto. O encerramento da programação acontecerá em 28 de agosto com capacitação específica para diretoras das escolas da rede municipal, abordando temas relacionados ao enfrentamento da violência contra mulheres no contexto educacional.
A organização das ações compete ao Departamento de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, vinculado à SEMAF, com apoio das demais secretarias municipais, particularmente da Autarquia Municipal de Educação (AME) e da Secretaria Municipal de Assistência Social. A mobilização envolve a rede municipal de proteção e reforça o comprometimento da administração com políticas públicas de gênero e segurança feminina.