A partir de segunda-feira, 20 de julho, Apucarana dará início a um processo de intensificação da vacinação contra o sarampo em todo o município. A Autarquia Municipal de Saúde, através do departamento de Vigilância Epidemiológica, disponibilizará as doses da Tríplice Viral — que protege contra sarampo, caxumba e rubéola — de segunda a sexta-feira em todas as Unidades Básicas de Saúde que possuem estrutura de vacinação.
A decisão pela intensificação segue orientação preventiva adotada diante do aumento expressivo de casos registrados em países das Américas e da detecção de transmissão relacionada à importação do vírus em território brasileiro. O prefeito Rodolfo Mota reafirmou que a estratégia permanecerá em vigor enquanto as condições epidemiológicas demandarem, sem prazo estabelecido para encerramento.
O médico Guilherme de Paula, secretário municipal de Saúde, recomenda que os moradores verifiquem seus registros de imunização e se dirijam à unidade de saúde mais próxima. Além da ampliação da oferta de vacinas, as equipes locais desenvolverão ações de busca ativa de crianças com atraso vacinais, objetivando potencializar a cobertura e manter o município protegido contra a doença.
Conforme orientações técnicas, crianças devem receber a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses de idade. Indivíduos com idades entre 1 e 29 anos que receberam apenas uma dose precisam completar o esquema. Pessoas entre 30 e 59 anos devem ter no mínimo uma dose contendo o componente anti-sarampo. Gestantes estão contraindicadas para recebimento da vacina, conforme alerta do enfermeiro Luciano Simplício, coordenador do Departamento de Vigilância em Saúde da Autarquia.
Viajantes com deslocamentos planejados para outros estados ou exterior devem atualizar sua situação vacinal previamente, reduzindo riscos de adoecimento e introdução do vírus no município. O sarampo representa doença altamente transmissível com potencial para provocar complicações severas, como pneumonia, encefalite, sequelas irreversíveis e morte, particularmente em crianças pequenas, gestantes e imunodeprimidos. A vacina permanece como método seguro, gratuito e mais eficaz para prevenção.