O deputado estadual Evandro Araújo (PSD), que cumpre seu terceiro mandato na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), projetou sua candidatura para um quarto mandato enquanto aponta problemas estruturais nas concessões rodoviárias estaduais. Em participação no podcast Ponto a Ponto, veiculado pelo Maringá Post, o parlamentar comentou sobre perspectivas políticas para 2026 e levantou críticas contundentes contra a atuação de agências federais na fiscalização de pedágios que cercam a região Norte do estado.
Concentrando seus esforços na Comissão de Infraestrutura da Alep, Araújo denunciou inconsistências na implementação do sistema de cobrança automática free flow no lote 4 das novas concessões paranaenses. Conforme o parlamentar, a tecnologia foi idealizada para taxar usuários proporcionalmente aos quilômetros percorridos, porém as concessionárias locais a utilizariam como mecanismo de arrecadação total. O deputado também questionou o deslocamento dos pórticos de leitura eletrônica para posições situadas a menos de 700 metros dos acessos urbanos de cidades como Marialva e Mandaguari, objetivando capturar fluxos rotineiros de moradores em deslocamentos para trabalho ou educação.
Em ação que caracterizou como fundamental para transparência, Araújo acionou sua assessoria para registrar alterações repentinas feitas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em conceitos técnicos disponibilizados em seu site oficial. Segundo o deputado, essas modificações teriam favorecido diretamente as concessionárias após o início de debates públicos sobre o tema. O parlamentar estendeu suas críticas ao trecho que liga Mandaguari a Ponta Grossa, relatando que a cobrança de tarifas foi autorizada antes da conclusão das obras de restauração do pavimento asfáltico e correção dos sistemas de drenagem hídrica previstos nos contratos.
Além das questões rodoviárias, Araújo, na condição de presidente da Comissão da Criança, do Adolescente e da Pessoa com Deficiência da Alep, manifestou posicionamento contrário à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que busca inviabilizar repasses governamentais às Apaes e instituições de educação especializada no estado. O deputado argumentou que modelos de inclusão compulsória na rede regular de ensino desconsideram as especificidades dos diferentes níveis de suporte necessários para estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), posicionando-se como defensor de um Estado subsidiário e descentralizado que preserve a autonomia familiar nas escolhas educacionais.
O parlamentar reafirmou seu envolvimento na consolidação do Código Estadual do Autismo durante seu mandato e enfatizou a importância de garantir que as famílias mantenham direito de escolher os caminhos mais adequados para a educação de seus filhos com deficiências. Sua atuação nos bastidores do PSD para as eleições de 2026 reflete posicionamentos alinhados à descentralização de políticas públicas e ao questionamento de estruturas federais que, segundo sua avaliação, priorizam interesses privados em detrimento do bem-estar coletivo.