A Festa Literária Internacional (Flim) iniciou suas atividades nesta quarta-feira, 14 de outubro, em Maringá, apesar das condições climáticas adversas que marcaram a manhã da cidade. O evento, que prossegue até domingo, dia 18, instalou-se na Travessa Jorge Amado, próximo ao Terminal Urbano, apresentando uma configuração de maior envergadura comparada às edições anteriores.
A organização da Flim 2026 investiu significativamente na ampliação dos espaços disponíveis para circulação do público e acomodação das atividades programadas. Conforme informou o secretário de Cultura de Maringá, Tiago Valenciano, essa expansão física representa uma das principais inovações da edição atual, permitindo melhor distribuição dos visitantes e maior conforto durante a experiência literária. A estrutura revisada conta com mais de cem atrações diversificadas.
A programação contempla encontros com autores, performances de artistas regionais, oficinas temáticas, apresentações de teatro e música, além de uma extensa feira comercial de publicações. Essa variedade de propostas busca atrair diferentes perfis de público, desde leitores experientes até aqueles que estão descobrindo o universo da literatura. A estudante Valentina Barrionuevo Brasil, que aprecia mangás, obras científicas e romances, vê a Flim como oportunidade de explorar novos gêneros e ampliar seus horizontes de leitura.
Para educadores, eventos dessa natureza desempenham papel crucial no desenvolvimento cognitivo dos estudantes. A educadora social Keila Cristina Barros de Oliveira destaca que levar alunos a festivais literários contribui para expandir o repertório cultural e estimular o pensamento crítico entre os jovens. Os expositores também reconhecem a importância da Flim como ferramenta de divulgação literária e impulso ao comércio do setor. Sônia Alves, livraria de Londrina que participa do evento há oito anos, confirma que a festa possibilita atingir novos leitores e fortalecer o mercado editorial regional.
Para visitantes consolidados no hábito de leitura, a Flim oferece oportunidades de descobertas inesperadas durante a circulação entre estandes. Jaqueline Ribeiro Monteiro exemplifica essa experiência ao descrever sua abordagem exploratória, sem necessariamente buscar títulos pré-definidos. A programação continua até domingo com bate-papos, palestras, lançamentos de obras, contação de histórias interativas e apresentações culturais variadas, propiciando que cada visitante encontre uma narrativa que desperte interesse em levar para casa.