A Guarda Municipal de Marialva realizou uma prisão significativa na tarde de quarta-feira, 12 de agosto, quando interceptou um indivíduo de 42 anos procedente de São Paulo. O detido transportava 13 notas falsificadas de R$ 100, perfazendo um total de R$ 1.300 em dinheiro espúrio, após tentar aplicar estelionatos em diversos pontos da cidade.
O modus operandi utilizado pelo suspeito segue o padrão conhecido como “derrame de notas falsas”. A estratégia consiste em adquirir mercadorias de baixo custo nos estabelecimentos comerciais, pagando com cédulas de grande valor para receber a maior parte do troco em dinheiro genuíno. Conforme apurações, o homem vinha repetindo essa prática desde o turno matinal em pequenos negócios locais antes de ser abordado no período da tarde.
As atividades suspeitas mobilizaram a corporação de guardas municipais, que iniciou diligências após receber denúncias de comerciantes. Durante a abordagem, constatou-se que o indivíduo possui histórico criminal extenso relacionado a falsidade e falsificação de documentos. Os registros investigativos indicam que antes de chegar a Marialva, o detido havia passado por Mandaguaçu e Sarandi, planejando dirigir-se a Arapongas para dar prosseguimento aos golpes.
A pronta atuação da corporação de segurança evitou prejuízos maiores à economia do município. Além de realizar a prisão, a equipe conseguiu localizar e retirar de circulação as cédulas falsas que já haviam sido repassadas a comerciantes. O detido foi encaminhado à Delegacia da Polícia Federal, órgão competente para investigar crimes contra a moeda nacional, que prosseguirá apurando a origem das cédulas e possíveis conexões com outros envolvidos na atividade criminosa.
As autoridades recomendam que comerciantes e atendentes intensifiquem a verificação de cédulas de grande valor, especialmente as de R$ 50 e R$ 100. Os elementos de segurança a serem conferidos incluem alto-relevo em pontos estratégicos, marca-d’água observada contra luz, fita magnética e utilização de canetas reagentes ou iluminação ultravioleta. Ao identificar suspeita de falsificação, o estabelecimento deve rejeitar o pagamento e contactar imediatamente as autoridades competentes.