A vereadora Majô compareceu ao plenário da Câmara Municipal de Maringá nesta quinta-feira (14 de agosto) para apresentar o projeto de lei que institui o Programa Mulher Forte, Cidade Forte. A iniciativa surge em sintonia com as ações do Agosto Lilás, mês dedicado ao enfrentamento da violência contra a mulher, e busca fortalecer a participação feminina no mercado de trabalho local através de políticas públicas estruturadas.
O programa proposto estabelece diretrizes específicas para ampliar a qualificação profissional, incentivar o empreendedorismo entre mulheres e intensificar sua participação econômica. A vereadora enfatiza que a autonomia econômica constitui elemento fundamental no combate à violência de gênero, uma vez que a dependência financeira figura entre os principais obstáculos que impedem mulheres de romper com relacionamentos abusivos. Dessa forma, a proposta integra ações preventivas ao trabalho de enfrentamento da violência.
Os dados apresentados na justificativa do projeto revelam cenário promissor em Maringá. Entre janeiro e maio de 2025, foram geradas 2.119 vagas formais para mulheres no município, demonstrando movimento favorável à inclusão feminina. Contudo, indicadores nacionais evidenciam desigualdades persistentes: no terceiro trimestre de 2024, a taxa de desemprego feminino atingiu 7,7%, frente a 5,3% entre homens, enquanto o rendimento médio masculino superou o feminino em 28,3%.
O programa Mulher Forte, Cidade Forte estrutura-se em três eixos principais: qualificação profissional das mulheres, fomento ao empreendedorismo feminino e criação de redes de cooperação entre instituições. Essas ações pretendem expandir as oportunidades de participação das mulheres na economia local, criando alternativas de geração de renda e ampliando suas possibilidades de escolha sobre suas próprias vidas.
A discussão do projeto ocorre durante período de mobilização nacional contra a violência de gênero. A proposta articula desenvolvimento local com inclusão social, partindo do princípio de que investir em acesso das mulheres a trabalho, qualificação e empreendedorismo contribui para construir cidade mais inclusiva, competitiva e equitativa. A iniciativa busca estabelecer políticas que operem na prevenção, antes que situações extremas de violência se instalem.