O município de Marialva, localizado na Região Metropolitana de Maringá, consolidou-se como principal produtor de uva fina de mesa do Estado do Paraná. Com 450 hectares em produção, o local colheu 13,5 mil toneladas em 2025, gerando um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 129,6 milhões. Esses números representam 28,5% da área total e 41,5% do volume colhido de uvas finas em todo o estado.
O Paraná ocupa a quinta posição no ranking nacional de produção de uvas, com participação de 2,7% do mercado brasileiro. Segundo dados do IBGE relativos a 2026, o estado conta com aproximadamente 4,0 mil hectares dedicados à atividade, alcançando uma safra de 58,0 mil toneladas. A distribuição dessa produção abrange 258 municípios dos 399 existentes no estado, reforçando a importância econômica do setor para a região.
Conforme informações do Deral (Departamento de Economia Rural), em 2025 a viticultura paranaense ocupava 3,2 mil hectares, gerando uma produção de 50,4 mil toneladas e um VBP total de R$ 389,7 milhões. A uva conquistou a terceira posição entre as frutas que mais geram renda bruta nos pomares do estado, atrás apenas de outras culturas frutíferas de grande relevância econômica na região.
O cenário do setor passou por transformações significativas nos últimos dez anos. Entre 2016 e 2025, houve redução de 21,0% da área cultivada e queda de 6,3% nos volumes colhidos estadualmente. Essa contração reflete o reposicionamento da viticultura de mesa no Brasil. Comparando 2006 com 2025, as uvas de mesa (finas e rústicas) reduziram sua participação de 76,3% para 64,6% da produção estadual, enquanto as uvas para processamento industrial cresceram de 23,7% para 35,4% do volume total.
No segmento de uvas de mesa, o faturamento concentra-se principalmente nessa modalidade, que gerou R$ 312,3 milhões (80,1%) do VBP total estadual de R$ 389,7 milhões. As uvas destinadas à agroindustrialização (vinhos e sucos) movimentaram R$ 77,4 milhões (19,9%). Além de Marialva, Rosário do Ivaí destaca-se na produção de uvas rústicas de mesa com 1,5 mil toneladas colhidas em 150 hectares, enquanto Bituruna, no sul do estado, especializou-se em uvas para processamento, com 1,5 mil toneladas colhidas em 100 hectares, gerando R$ 6,5 milhões.