Maringá avançou na política pública de cuidado com a juventude ao colocar em vigor a Lei nº 12.263/2026, que institui o Programa Municipal Juventude Bem Cuidada. A nova legislação, que começou a vigorar em 22 de outubro de 2026, representa um compromisso municipal com a atenção psicossocial de adolescentes e jovens na faixa etária de 12 a 29 anos, através de ações coordenadas de acolhimento, escuta qualificada e prevenção no campo da saúde mental.
A iniciativa, desenvolvida pelo vereador Luiz Neto, prevê a implantação de espaços seguros e acolhedores em escolas, centros comunitários e demais instalações públicas da cidade. Nesses ambientes, adolescentes e jovens poderão participar de rodas de conversa, oficinas temáticas e grupos de apoio mútuo, com acompanhamento de profissionais especializados em psicologia e assistência social. O programa também contempla atendimento psicossocial de caráter preventivo, evitando o agravamento de questões emocionais.
As ações educativas e preventivas incluem campanhas permanentes sobre temas que afetam significativamente a população jovem, como ansiedade, depressão, automutilação, comportamentos suicidas e demais transtornos emocionais. O programa prevê ainda a criação de conteúdos acessíveis em plataformas digitais, abordando autoconhecimento, educação emocional e estratégias de enfrentamento a situações de risco, reconhecendo a importância do ambiente virtual na vida dos jovens maringaenses.
A execução e coordenação do programa ficarão sob responsabilidade das Secretarias Municipais de Juventude, Saúde e Educação, com abertura para participação de outras áreas relacionadas. A Lei também valoriza as parcerias com universidades, centros de pesquisa, conselhos profissionais, movimentos sociais e organizações não governamentais. A estrutura aproveitará a infraestrutura administrativa e orçamentária já existente no município, incluindo a participação de voluntários e estagiários supervisionados, ampliando a rede de profissionais disponíveis.
Entre adolescentes estudantes de Maringá, a aprovação da Lei foi recebida como uma resposta necessária aos desafios contemporâneos enfrentados pela juventude. Segundo relatos, reconhece-se que fatores como pressões nas redes sociais e contexto socioeconômico atual impactam diretamente no bem-estar emocional e psicológico dos jovens, tornando fundamental que o poder público municipal implemente medidas de proteção e cuidado com a saúde mental desta população estratégica.