Maringá debate segurança alimentar e violência contra mulher em fórum intermunicipal

Maringá debate segurança alimentar e violência contra mulher em fórum intermunicipal

A cidade de Maringá sediou, na sexta-feira 16 de outubro, o segundo encontro do Fórum Municipal e Intermunicipal de Segurança Alimentar e Nutricional. O evento, organizado pela Prefeitura através da Secretaria de Assistência Social, Políticas sobre Drogas e Pessoa Idosa (SAS), em parceria com o Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Comsea), trouxe a reflexão sobre a conexão entre violência contra mulheres e insegurança alimentar. O encontro ocorreu no auditório Dona Etelvina, na Unicesumar, aberto ao público e programado estrategicamente para o Dia Mundial da Alimentação.

A programação do fórum integrou atividades culturais e técnicas voltadas à conscientização. Pela manhã, o Grupo de Cantoria do Serviço Social do Comércio (Sesc) apresentou-se ao público. Na sequência, duas mesas-redondas estruturaram os debates: uma dedicada ao trabalho com mulheres e outra abordando manipulação, prevenção de desperdícios e reaproveitamento de alimentos. As discussões focaram em políticas públicas efetivas e na construção coletiva de soluções para populações vulneráveis.

Entre as iniciativas apresentadas pela administração municipal, destaca-se o Restaurante Popular do Jardim Alvorada, recém-inaugurado, e o programa de atendimento à população em situação de rua, que distribuiu mais de 17 mil lanches durante o ano de 2026. O secretário de Assistência Social ressaltou o compromisso de expandir as políticas de segurança alimentar na cidade, garantindo acesso à alimentação de qualidade para pessoas em vulnerabilidade social. Para 2027, está prevista a implantação de uma Cozinha Central para os Restaurantes Populares, com capacidade de produzir 4 mil refeições diárias.

Especialistas e gestores públicos presentes reforçaram a necessidade de abordagem integrada entre segurança alimentar e proteção das mulheres. A presidente do Comsea evidenciou que a insegurança alimentar funciona como fator de permanência no ciclo de violência doméstica, impedindo que mulheres conquistem autonomia. Representantes da Secretaria de Agricultura e Abastecimento e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná complementaram o debate, ressaltando que segurança alimentar transcende a simples disponibilidade de alimentos, envolvendo acesso, qualidade nutricional e infraestrutura de suporte às famílias.

A socióloga que ministrou palestra enfatizou a importância da participação popular na avaliação e acompanhamento de políticas públicas. A psicóloga da secretaria municipal abordou os desafios enfrentados por pessoas vulneráveis, destacando que estratégias de prevenção à violência contra mulheres precisam considerar a garantia de segurança alimentar como elemento fundamental para a dignidade e autonomia feminina. O encontro consolidou-se como espaço de diálogo entre gestores, especialistas e comunidade sobre a necessidade de políticas intersetoriais em Maringá.

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