Maringá entrega 3.100 óculos em programa de saúde visual nas escolas

Maringá entrega 3.100 óculos em programa de saúde visual nas escolas

A Prefeitura de Maringá implementou uma iniciativa inédita de avaliação oftalmológica dentro das unidades escolares. O Programa ‘Olhando para o Futuro’, que começou em abril, já realizou exames em mais de 12 mil estudantes distribuídos em 45 escolas da rede municipal. Até o encerramento do ano, a cobertura deve alcançar aproximadamente 18 mil alunos, contemplando todas as 53 unidades de ensino fundamental do município.

Desde o lançamento da iniciativa, foram entregues mais de 3.100 óculos a crianças que necessitavam de correção visual. A escola municipal Pastor João Barbosa de Macedo contabiliza mais de 370 estudantes do 1º ao 5º ano que já passaram pelos exames oftalmológicos. A proposta funciona de maneira integrada, sendo executada pelas secretarias municipais de Educação e Saúde, permitindo que a consulta especializada chegue até as crianças em seu ambiente de aprendizagem.

O processo de avaliação segue etapas bem definidas. Inicialmente, os equipamentos disponibilizados nas próprias escolas conseguem identificar até sete categorias de alterações visuais diferentes. Quando se confirma a necessidade de lentes corretivas, a ótica responsável contata os pais ou responsáveis legais para que escolham a armação adequada, seja através de plataforma digital ou visitando presencialmente o estabelecimento para experimentação. A confecção das lentes ocorre posteriormente, e a entrega é realizada novamente no ambiente escolar, facilitando o acesso das famílias.

O oftalmologista responsável pelos atendimentos considera que a metodologia utilizada contribui para diminuir a ansiedade infantil durante os procedimentos. A equipe de saúde orienta as crianças sobre como funcionam os exames e explica de forma compreensível qualquer alteração encontrada, bem como a importância da adaptação ao uso das lentes quando necessário. A secretária de Educação ressalta que professores frequentemente identificam sinais de dificuldade visual em seus alunos durante as atividades pedagógicas, tornando a autorização familiar essencial para prosseguimento do atendimento.

Problemas de visão não corrigidos podem prejudicar atividades fundamentais da rotina escolar, como visualizar conteúdos na lousa, ler textos ou resolver exercícios. Identificar e corrigir alterações visuais nos primeiros anos de escolarização previne que limitações oftalmológicas sejam interpretadas equivocadamente como dificuldades de aprendizagem. O secretário de Saúde destaca que a atuação conjunta das secretarias permite acompanhamento contínuo e oferecimento de soluções complementares, incluindo mutirões para casos que demandam investigações adicionais além da prescrição de óculos.

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