A capital regional registrou volumes de precipitação surpreendentes neste início de outubro. Conforme dados divulgados pelo Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) na quarta-feira (14), os primeiros 13 dias do mês já acumularam 212,4 mm de chuvas em Maringá, ultrapassando consideravelmente a marca histórica de 164,1 mm esperada para todo o período.
O fenômeno climático não se restringe apenas à Cidade Canção. Levantamentos do órgão de monitoramento indicam que municípios vizinhos como Campo Mourão (219,8 mm contra 196,1 mm de média) e Cianorte (260,4 mm contra 224,4 mm) igualmente superaram suas respectivas médias sazonais. Este padrão de precipitação intensificada estende-se por toda a região norte paranaense.
Em escala estadual, o cenário é ainda mais expressivo. Ao menos 24 estações meteorológicas distribuídas pelo Paraná já atingiram ou ultrapassaram os índices pluviométricos previstos para outubro. A situação é particularmente intensa em cidades do Oeste paranaense: Toledo registrou 318,2 mm (contra 239,9 mm de média), enquanto Foz do Iguaçu acumulou 372,4 mm (média de 262,2 mm). Cruzeiro do Iguaçu praticamente igualou sua marca ao registrar 361 mm frente aos 360,2 mm históricos.
Outras localidades paranaenses também apresentaram volumes significativos. Santa Helena contabilizou 284,4 mm ante 206,4 mm esperados, enquanto Laranjeiras do Sul atingiu 283,8 mm comparado aos 265,6 mm médios. Na região central, Curitiba somou 174,2 mm contra 162 mm, e Ponta Grossa registrou 189,2 mm frente aos 167,1 mm habitualmente observados neste período.
Os dados coletados pelo Simepar demonstram uma distribuição irregular dessas chuvas abundantes pelo estado. Enquanto cidades como Apucarana apresentam superávit discreto (178 mm contra 172,9 mm), municípios como Loanda enfrentaram intensidade bem maior, com 285,2 mm acumulados versus 174,3 mm de média. Londrina registrou 220,6 mm comparado aos 171,6 mm esperados. Este padrão climático justifica a necessidade contínua de monitoramento meteorológico em todo o território paranaense para acompanhar possíveis impactos nas atividades agrícolas, infraestrutura urbana e sistemas de drenagem.