O Estado do Paraná protocolou junto à Assembleia Legislativa estadual (Alep) nesta semana seu Anteprojeto de Lei Orçamentária (PLOA) para o exercício de 2027. O documento apresenta uma previsão orçamentária recorde de R$ 84,6 bilhões, consolidando-se como o maior montante já destinado ao estado em toda sua história administrativa.
O valor representa um crescimento de 3,7% em comparação ao orçamento vigente de 2026, que já tinha estabelecido recorde anterior com R$ 81,5 bilhões. A arrecadação estadual continuará alicerçada nos tradicionais impostos, taxas e contribuições, que devem alcançar R$ 44,1 bilhões no próximo exercício. O ICMS permanece como principal fonte de captação de recursos, com projeção de R$ 35,2 bilhões, seguido pelo IPVA estimado em R$ 2,3 bilhões.
Uma novidade relevante integra a peça orçamentária: pela primeira vez, o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), originário da recente reforma tributária nacional, figurará na composição das receitas estaduais. Esta inclusão marca uma transição importante nas fontes de financiamento do estado.
A distribuição de recursos privilegia áreas essenciais do desenvolvimento paranaense. A Educação receberá o maior aporte setorial, ultrapassando R$ 17,2 bilhões, enquanto a Saúde contará com R$ 10,3 bilhões. A Segurança Pública terá R$ 7,9 bilhões disponibilizados, representando incremento de 12,7% frente ao ano anterior. Destaque especial para o Meio Ambiente, que experimentará expansão orçamentária de 57%, saltando de R$ 649 milhões para mais de R$ 1,02 bilhão.
Setores como Esporte, Cultura e Agricultura também receberão reforços financeiros, com crescimentos de 41%, 40% e 12% respectivamente. Em investimentos diretos, o governo estadual destinará R$ 7,67 bilhões para obras, conservação de rodovias, edificação de unidades escolares e hospitalares, bem como aquisição de novos equipamentos, representando aumento de 6,3% em relação a 2026. As estruturas de Saúde e Educação concentrarão R$ 2,28 bilhões deste montante investidor.
O Anteprojeto seguirá agora o trâmite legislativo ordinário na Alep, passando por apreciação em comissões temáticas e votação em plenário pelos deputados estaduais, antes de receber a sanção do Poder Executivo estadual.