O espelho d’água que compõe o paisagismo do Parque do Ingá apresenta recuperação significativa nos últimos meses. As medições realizadas no domingo (4) pelo Instituto Ambiental de Maringá (IAM) revelaram profundidade de 2,66 metros, marca que se mantinha estável também na terça-feira (6). Trata-se do melhor desempenho registrado em pouco mais de 1 ano, resultado direto das chuvas recentes e das obras de infraestrutura de captação executadas pela administração municipal.
A situação contrasta drasticamente com o cenário de setembro de 2025, quando as medições apontavam níveis críticos inferiores a 1 metro. Naquele período, o atrativo natural enfrentava seu momento mais delicado desde que a Prefeitura intensificou o monitoramento com precisão instrumental. Os dados revelavam um processo de esvaziamento contínuo que motivou investigações técnicas mais aprofundadas sobre as causas do problema.
Em 2022, a administração maringaense firmou parceria com a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico (Fadec), vinculada à Universidade Estadual de Maringá (UEM), para diagnosticar as razões da redução de volume. O levantamento identificou dois fatores principais: a presença de numerosos poços artesianos na região e a impermeabilização do solo provocada por pavimentações urbanas. Essas condições impediam a retenção adequada da água pluvial que naturalmente deveria fluir para o reservatório.
Entre 2023 e 2024, foram implementadas intervenções infraestruturais no entorno e interior do parque, conforme recomendações do estudo técnico. Durante 2025, o município realizou novas ações, incluindo construção de canais de drenagem e limpeza de sistemas existentes que direcionavam a captação para o lago. Segundo avaliação técnica, mesmo períodos chuvosos intensos não resultavam em elevação do nível aquático até a implementação de todas essas medidas.
A gestão do Instituto Ambiental de Maringá destaca que as obras começaram a produzir resultados visíveis a partir de julho de 2026, quando os registros passaram a indicar aumento gradativo de profundidade. A perspectiva é manter o lago em níveis estáveis mediante monitoramento contínuo e manutenção preventiva dos sistemas implantados. A recuperação ambiental beneficia diretamente a biodiversidade local, permitindo circulação adequada de oxigênio entre a fauna aquática, o que potencializa reprodução de espécies e reforça as cadeias alimentares do ecossistema do parque.