A gestão municipal de saúde em Maringá realizou prestação de contas pública nesta quarta-feira, 30 de setembro, na Câmara de Vereadores. O encontro focou em detalhar o desempenho das ações executadas no período que se encerrou em 31 de agosto, além de apresentar as estratégias e investimentos previstos para os próximos anos.
O orçamento estimado para 2027 chegará a R$ 950.358.108,00, representando um aumento de 8% em relação ao que foi planejado para 2026. Dessa quantia, R$ 445.597.093,00 (46,89%) serão recursos municipais, enquanto R$ 440.471.598,00 (46,35%) virão de transferências da União. A divisão orçamentária reflete o compromisso compartilhado entre as esferas de governo na manutenção e expansão dos serviços de saúde na região.
Conforme apresentado durante a sessão, diversos projetos estruturais estão em andamento para ampliar a capacidade de atendimento. Entre eles, destacam-se a construção da Ala da Mulher no Hospital Municipal, a reforma e expansão da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Norte, a construção do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Zona Norte e da Unidade Básica de Saúde (UBS) São Clemente. Além disso, a administração intensifica ações na atenção primária, com ampliação de equipes nas UBSs, programas de saúde bucal, promoção e prevenção de doenças, cuidados à saúde da mulher, atenção materno-infantil, saúde mental e acompanhamento de pacientes crônicos.
Uma das inovações em processo de implementação é o serviço de teleinterconsultas, que se encontra em fase de licitação. O sistema funciona conectando remotamente profissionais das unidades básicas com médicos especialistas, permitindo suporte técnico durante os atendimentos e reduzindo a necessidade de encaminhamentos presenciais. Um projeto-piloto foi desenvolvido na UBS de Iguatemi, demonstrando a viabilidade da proposta para diminuir filas de espera por consultas especializadas em toda a rede municipal.
Os indicadores de desempenho apresentados evidenciam o cumprimento das metas estabelecidas no Plano Municipal de Saúde, segundo avaliação do gestor responsável pela pasta. A audiência pública reforçou o compromisso com a transparência na aplicação dos recursos públicos, permitindo que vereadores e população acompanhem os avanços nas políticas de saúde e identifiquem as áreas que demandam maior concentração de esforços para melhorar a qualidade dos serviços oferecidos à população maringaense.