Um caso de maus-tratos a animais ocorrido em Santo Inácio ganhou repercussão após a tutora da cadela Neguinha detalhar ao portal O Diário de Maringá os eventos que levaram à agressão do animal. Josilene Alves dos Reis, residente na Rua Zulmira Santos Godoy, forneceu informações exclusivas sobre a situação que mobilizou a comunidade local e acionou autoridades para investigação.
Conforme narrado pela tutora, Neguinha havia sido incorporada à sua família há aproximadamente seis anos, após ser resgatada das ruas de Lupionópolis. O animal conviveu pacificamente com a família durante todo esse período, permanecendo geralmente próximo à residência e sem apresentar histórico de agressividade. A cadela havia sido adotada após viver em condições de abandono e integrou-se à rotina familiar com normalidade.
Os eventos que antecederam a agressão iniciaram-se quando vizinhos relataram que Neguinha teria entrado no quintal de uma propriedade próxima e causado a morte de um pintinho. Josilene informou que desconhecia completamente o incidente e que teria compensado financeiramente o proprietário do animal caso tivesse sido notificada da situação. Esse episódio, conforme relatos coletados junto a testemunhas, teria motivado a reação subsequente do homem posteriormente identificado.
No dia da ocorrência, Josilene havia chegado do trabalho e estava em seu banho quando a mãe a alertou sobre movimentação na rua. Segundos depois, a mãe informou que Neguinha estava sendo agredida. Ao sair rapidamente de casa, a tutora constatou que a agressão já havia ocorrido e a cadela havia sido transportada para o quintal de um vizinho. Josilene localizou o animal com ferimentos graves, mas ainda apresentando sinais vitais, e acionou imediatamente uma médica-veterinária que transportou Neguinha para atendimento em clínica especializada.
A Polícia Militar foi acionada durante o episódio, e um homem identificado como Sergio Furlan foi abordado como suspeito responsável pela agressão. Segundo relato da tutora, o suspeito demonstrou comportamento agressivo durante a abordagem policial. Uma vizinha documentou parte dos acontecimentos através de vídeo, registrando evidências do ocorrido com receio de sofrer retaliações. A mulher estava acompanhada do filho de cinco anos no momento da gravação. O material audiovisual foi apresentado às autoridades competentes para contribuir com a investigação em andamento.