A Comissão Especial de Estudos (CEE) da Câmara de Vereadores de Maringá realizou encontro na quarta-feira (22) com representantes do Instituto Água e Terra (IAT) para avançar nos trabalhos de investigação acerca das possíveis origens do mau odor que afeta diferentes regiões do município. O presidente da comissão, vereador Diogo Altamir, participou do encontro ao lado dos vereadores Angelo Salgueiro, Pastor Sandro e Daniel Malvezzi. Pelo lado estadual, compareceram Antonio Carlos Cavalheiro Moreto, chefe do Escritório Regional de Maringá, junto aos engenheiros Clóvis da Silva Lopes e Fernanda Manosso da Rocha.
Durante a reunião, foram analisados os protocolos registrados pela população através do canal 156 da Prefeitura de Maringá. Segundo informações apresentadas pela comissão, o município acumulou mais de 1.400 reclamações relacionadas ao problema odorífero ao longo dos últimos quatro anos. Este volume expressivo de denúncias evidencia a magnitude do incômodo que afeta os moradores e a importância de uma resposta coordenada das autoridades competentes.
De acordo com a avaliação do presidente da comissão, o encontro com o IAT representou avanço significativo nas investigações. A comissão compreendeu que o órgão estadual realiza fiscalizações dentro de suas atribuições legais, acompanhando a situação conforme estabelecido em seus protocolos. O IAT informou que as atividades industriais frequentemente localizam-se próximas a áreas urbanas já consolidadas e que os empreendimentos possuem licenciamento conforme a legislação ambiental vigente. As fiscalizações concentram-se no monitoramento de emissões atmosféricas e efluentes líquidos, com aplicação de notificações e autuações quando identificadas irregularidades.
A comissão ressaltou a importância de uma atuação integrada entre as instituições responsáveis. Conforme informado pelo IAT, existe um termo de cooperação que permite ações conjuntas de fiscalização entre o órgão estadual e o Instituto Ambiental de Maringá (IAM), uma vez que grande parte das reclamações chega pela Ouvidoria Municipal. A comissão identificou uma concentração expressiva das denúncias em regiões específicas, com cerca de 97% dos protocolos do canal 156 originários das zonas Norte e Noroeste da cidade, permitindo um direcionamento mais preciso dos esforços de investigação.
A Comissão Especial de Estudos seguirá realizando reuniões com órgãos públicos, empresas, especialistas e demais envolvidos na questão para coletar informações técnicas e desenvolver propostas que possam reduzir os impactos do mau odor e contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos maringaenses. O trabalho, conforme previsto, ocorrerá de forma coordenada entre os diferentes órgãos de competência para alcançar soluções efetivas no enfrentamento do problema.