Estudantes criam robô e defensivo natural para horta do Colégio Kennedy em Maringá

Estudantes criam robô e defensivo natural para horta do Colégio Kennedy em Maringá

O Clube de Ciências ROBOTS, sediado no Colégio Estadual Presidente Kennedy em Maringá, está revolucionando a forma como os alunos aprendem ciência através de projetos práticos de tecnologia e sustentabilidade. A iniciativa reúne estudantes de diferentes anos escolares em torno de um objetivo comum: aplicar conhecimentos de robótica, química, física e biologia no cultivo de alimentos dentro da própria instituição.

O projeto mais recente desenvolvido pelos jovens cientistas é o Semeia Bot, um equipamento robótico programado para realizar o plantio automatizado de sementes nos canteiros da horta escolar. Complementando essa inovação, os alunos elaboraram também uma solução orgânica para combater as formigas cortadeiras que prejudicavam o desenvolvimento das plantas. A fórmula utiliza ingredientes naturais como suco de laranja fermentado e arroz, demonstrando a preocupação do grupo com práticas agrícolas sustentáveis.

A trajetória do clube iniciou em 2024 com a construção de uma composteira escolar, evoluindo posteriormente para projetos de robótica que originaram os primeiros protótipos de máquinas. A partir desses avanços, surgiu naturalmente a oportunidade de criar a horta, expandindo as possibilidades de experimentação prática dos alunos. A alface colhida nos canteiros integrou o cardápio da merenda escolar por diversos dias, comprovando a viabilidade do projeto.

O programa utiliza metodologias inovadoras como Cultura Maker, Metodologias Ativas e Rotação por Estações, articulando disciplinas de forma interdisciplinar. O Clube recebeu incentivo de R$ 50 mil do NAPI- Paraná Faz Ciência para desenvolver suas atividades. Segundo o coordenador professor Fabrício, mais de 300 pessoas já participaram do projeto, que conquistou o prêmio Ficiências em Foz do Iguaçu em 2025 e se apresentará em Curitiba e Cascavel neste ano.

Os alunos envolvidos destacam que a maior satisfação está em levar para a prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula, participando de desafios como construção de vulcões, lâmpadas de lava e esqueletos em 3D. Além do valor educativo, o projeto oferece alternativas produtivas que reduzem o tempo de exposição às telas de celular, enquanto contribui para objetivos ambientais e agrícolas no contexto escolar maringaense.

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