Debate sobre feminicídio marca abertura do Agosto Lilás no Norte do Paraná

Debate sobre feminicídio marca abertura do Agosto Lilás no Norte do Paraná

Uma edição temática do Programa Edilson Correia em Comunidade colocará em pauta o combate à violência contra a mulher, iniciando as atividades do Agosto Lilás, campanha nacional de conscientização e enfrentamento à violência de gênero. Transmitido ao vivo na quinta-feira, 30 de julho, às 18 horas, pela TV Ingá e nos endereços eletrônicos edilsoncorreia.com.br e tvinga.com.br, o programa reunirá representantes do poder público e familiares de vítimas para dialogar sobre prevenção, acolhimento e políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.

Entre os participantes da atração especial, intitulada “Todos Contra o Feminicídio”, está a secretária de Políticas Públicas para Mulheres de Maringá, Leila Domenici. Advogada com especialização em Gestão Pública, Domenici atua na administração municipal desde 2009, acumulando experiência nas áreas jurídica, administrativa e de gestão. Além de liderar a secretaria, integra o Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres de Maringá e o Colégio de Gestoras de Políticas Públicas para Mulheres do Paraná, contribuindo para o fortalecimento de ações de proteção e garantia de direitos femininos.

O programa também contará com testemunhos de familiares que transformaram o sofrimento pela perda em mobilização por conscientização e justiça. Daisa Poltronieri, mãe da bailarina e artista Maria Glória Poltronieri Borges, conhecida como Magó, participará da transmissão. Magó, que havia completado 25 anos, foi vítima de feminicídio em janeiro de 2020, em zona rural de Mandaguari. O crime gerou intensa repercussão no Estado e consolidou-se como ponto de inflexão nas discussões sobre violência de gênero. Durante o programa, Daisa abordará seu percurso de luto e resistência, demonstrando como a memória da filha tornou-se instrumento de sensibilização para evitar novas tragédias.

Luciana Marinelo, irmã da policial Daniela Carolina Marinelo, também participará da transmissão especial. Daniela foi assassinada aos 36 anos em circunstâncias configuradas como feminicídio, evidenciando que a violência contra mulheres ultrapassa barreiras profissionais, socioeconômicas e educacionais. No depoimento, Luciana trará reflexões sobre os efeitos da perda no núcleo familiar e reforçará a necessidade de ampliar discussões sobre prevenção, proteção e responsabilização dos agressores.

Reunindo especialistas e relatos de familiares que enfrentaram a realidade do feminicídio, a iniciativa busca evidenciar que esse crime não encerra apenas a vida da vítima, deixando marcas profundas em pais, mães, irmãos, filhos, amigos e na sociedade como um todo. O objetivo central consiste em sensibilizar a audiência para a relevância da denúncia, do fortalecimento de redes de proteção e da construção de uma cultura baseada no respeito à vida das mulheres. A transmissão marca formalmente a abertura da programação do Agosto Lilás, reafirmando o compromisso do espaço com informações de interesse público e com a promoção de diálogos que fortaleçam o enfrentamento à violência de gênero na região.

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