A corporação de segurança pública estadual intensificou campanhas de prevenção contra esquemas fraudulentos envolvendo documentos de cobrança adulterados. Os criminosos utilizam técnicas sofisticadas para reproduzir boletos legítimos, mas modificam informações cruciais como código de barras ou sequência numérica para redirecionar os pagamentos para suas contas.
Entre julho de 2024 e julho de 2025, dados nacionais apontam que mais de 24 milhões de brasileiros caíram em diferentes modalidades de fraude. No Paraná, a polícia registra aumento significativo de denúncias relacionadas especificamente a boletos falsificados, motivando as autoridades a reforçar as orientações de segurança junto à população.
Os investigadores apontam procedimentos simples que podem evitar as perdas financeiras. O primeiro passo é verificar o nome e o respectivo documento da pessoa ou empresa que está cobrando, seja CPF ou CNPJ. Também é essencial conferir o valor solicitado, a data de vencimento e qual instituição financeira está processando a transação, comparando essas informações com comunicações anteriores do credor.
A corporação recomenda ainda cautela ao lidar com links recebidos por canais digitais como WhatsApp, SMS ou correio eletrônico. Muitas fraudes começam quando a vítima clica em um link malicioso enviado através dessas plataformas, que simula ser uma cobrança legítima.
Para quem já foi enganado, as orientações são imediatas e imprescindíveis: contactar o banco logo após descobrir a fraude, preservar todas as mensagens recebidas, guardar comprovantes de pagamento, manter registros dos links suspeitos e anotar dados da pessoa ou conta que recebeu o dinheiro transferido indevidamente. Essas informações auxiliam investigadores na rastreabilidade dos valores e possibilita recuperação parcial ou total.