UEM cria produtos a partir de resíduos do restaurante para reduzir desperdício

UEM cria produtos a partir de resíduos do restaurante para reduzir desperdício

Uma ação inovadora desenvolvida por alunos do Programa de Educação Tutorial (PET) Engenhando Inovação e Sustentação da Universidade Estadual de Maringá (UEM) demonstra como aproveitar materiais que normalmente seriam descartados. O projeto transformou resíduos gerados pelo Restaurante Universitário em diversos produtos e receitas destinados tanto ao consumo humano quanto animal, contribuindo para o combate ao desperdício alimentar.

O contexto do desperdício no Brasil é preocupante: anualmente cerca de 46 milhões de toneladas de alimentos deixam de ser aproveitadas. Diante dessa realidade, o grupo de alunos passou a desenvolver produtos funcionais a partir de materiais como borra de café, cascas e talos de vegetais. A iniciativa ganhou relevância por utilizar resíduos do próprio restaurante da instituição de ensino, potencializando o impacto prático do trabalho.

Entre os produtos desenvolvidos destaca-se o bolo de chocolate elaborado com borra de café, resultado de pesquisas e adaptações realizadas pelos participantes. Um dos criadores, Marcos Poburko, estudante de Engenharia de Produção, ressaltou que a formulação além de reduzir consideravelmente o custo final do produto, oferece praticidade para reprodução no cotidiano. O projeto também gerou limpador multiuso, mix de farinha de vegetais para animais de estimação, tempero funcional, tempero de cebola, bala gelatinosa de melancia e sopa em pó.

O PET Engenhando integra alunos dos cursos de Engenharia de Produção, Engenharia de Alimentos e Estatística. Conforme informou Francielle Fenerich, tutora do programa e professora do Departamento de Engenharia de Produção, a ação funciona como catalisador de integração entre estudantes de períodos e disciplinas distintas. A professora destacou ainda que a iniciativa busca demonstrar aos alunos a aplicabilidade prática do conhecimento adquirido no curso, particularmente importante diante do índice elevado de evasão nos cursos de exatas da universidade.

A mobilização dos participantes incluiu visitas às salas de aula para apresentar o programa e engajar novos colaboradores. Clara Helou, integrante do projeto, auxiliou calouros na redação de artigo científico sobre a experiência. A abordagem adotada privilegia a criatividade e a inovação como ferramentas para aprendizagem prática, demonstrando como conhecimentos acadêmicos podem ser convertidos em soluções viáveis que reduzem o impacto ambiental e promovem sustentabilidade.

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