UEM abre observatório para eclipse lunar parcial ‘Lua de Sangue’ nesta quinta

UEM abre observatório para eclipse lunar parcial 'Lua de Sangue' nesta quinta

A Universidade Estadual de Maringá (UEM) convida a população para participar de um evento de observação astronômica nesta quinta-feira, 27 de agosto. O fenômeno em questão é um eclipse lunar parcial de grande amplitude, conhecido popularmente como ‘Lua de Sangue’, que terá início às 23h34. A atividade ocorrerá no campus principal de Maringá, utilizando tanto o espaço do planetário quanto o observatório da instituição, e entrada será gratuita para toda a comunidade.

As atividades de observação começam a partir das 23h no gramado do planetário. De acordo com informações da universidade, o fenômeno atingirá seu pico durante a madrugada de sexta-feira, especificamente às 1h16. Naquele momento, entre 92% e 93% da superfície lunar ficará encoberta pela sombra terrestre, oferecendo um espetáculo celeste impressionante para os observadores. O professor Marcos César Danhoni Neves, integrante do Departamento de Ciências (DCI), coordenará o evento com o suporte de alunos do curso de Física.

O Planetário Professor Carlos Alfredo Argüello, espaço que será utilizado na observação, representa um marco importante para a instituição. Inaugurado em 2024, o equipamento transformou a realidade científica da UEM. Antes de sua construção, a universidade contava apenas com o ‘Circus Stellarium’, um planetário de tecnologia totalmente analógica. A conclusão do novo espaço colocou a instituição em posição singular: a UEM tornou-se a única universidade brasileira a manter dois planetários em funcionamento simultâneo, um analógico e outro com tecnologia digital de ponta.

O novo planetário apresenta estrutura moderna e confortável. Com 7 metros de diâmetro, o espaço comporta 35 pessoas simultaneamente, contando com poltronas reclináveis e sistema de ar-condicionado. Regularmente, são exibidas produções audiovisuais focadas em temas como astronomia, cosmologia, física e outras disciplinas científicas. O nome do espaço rende homenagem ao professor Carlos Alfredo Argüello, físico e educador que orientou o mestrado do professor Danhoni e atuou como um dos fundadores do Instituto de Física da Unicamp. Argüello faleceu em 2020, aos 82 anos, deixando legado na divulgação científica e em causas sociais.

O evento reafirma o compromisso da UEM com a divulgação científica e o acesso público ao conhecimento astronômico. Ao oferecer gratuitamente a oportunidade de observar um fenômeno celeste raro, a universidade democratiza a experiência com a ciência e fortalece seu papel como instituição comprometida com a educação e o engajamento da comunidade maringaense com temas de relevância científica e educacional.

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