O Hospital Angelina Caron (HAC) apresentará entre 21 de setembro e 21 de outubro a terceira edição da exposição Histórias de Transplantes no Aeroporto Internacional Afonso Pena. A iniciativa busca aproximar a população das narrativas de pacientes transplantados e reforçar a conscientização sobre a importância da doação de órgãos e tecidos no Paraná.
A principal atração da mostra será uma instalação composta por 5 mil tsurus, origamis tradicionais associados à esperança e longevidade. Cada dobradura representa uma das mais de 5 mil pessoas que atualmente aguardam pela oportunidade de receber um órgão ou tecido no Estado. A construção coletiva dessa instalação iniciará em 2 de setembro, quando o Hospital Angelina Caron promoverá uma oficina de origami aberta à comunidade, com participação de colaboradores, pacientes e acompanhantes.
A ação coincide com o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre doação de órgãos, e marca os 25 anos de atuação do Hospital Angelina Caron na área de transplantes. Desde 2001, a instituição realizou 3.401 transplantes, consolidando-se como referência no Paraná. Somente até 16 de agosto de 2026, foram contabilizados 98 procedimentos no ano, incluindo transplantes de rim, fígado, coração, pâncreas-rim, córneas e medula óssea.
Em 2026, o hospital registra 34 transplantes renais, 24 de fígado, 20 de medula óssea e quatro de coração, entre outros. Os dados de 2025 consolidados pela Secretaria de Estado da Saúde do Paraná revelam que o Estado realizou 2.255 transplantes de órgãos e tecidos, com destaque para 460 de rim, 293 de fígado e 1.066 de córnea. O Paraná atingiu 38,9 doadores efetivos por milhão de habitantes, segunda maior taxa do Brasil, e mantém taxa de recusa à doação em 33%, significativamente inferior à média brasileira de 45%.
A exposição Histórias de Transplantes diferencia-se por focar nas narrativas humanas em lugar de apenas estatísticas. Exemplos como o de Keteling Maiara da Silva de Farias, 27 anos, diabética desde os seis anos que enfrentou insuficiência renal após perda de visão e passou três anos e meio em hemodiálise, ilustram as transformações de vida possibilitadas pelos transplantes. Após receber um rim no Hospital Angelina Caron, Keteling retomou sua rotina e encontrou no esporte uma forma de ressignificar sua trajetória.