O Brasil conquistou posição de destaque no ranking internacional de melhores países para estrangeiros, ficando entre os cinco primeiros colocados em 2026. A avaliação foi realizada pela InterNations, uma plataforma especializada em acolher e orientar profissionais que se mudam para o exterior. O levantamento considerou 31 nações de diferentes continentes, utilizando critérios abrangentes para chegar aos resultados.
A metodologia da pesquisa englobou análise de oportunidades profissionais no mercado internacional, situação financeira pessoal dos expatriados, capacidade de adaptação cultural e qualidade da infraestrutura disponível. O Panamá liderou a classificação pela terceira vez consecutiva, enquanto México e Tailândia completaram o pódio. Os Emirados Árabes Unidos ocuparam a quarta posição, com o Brasil fechando o top 5 e evidenciando sua capacidade de atrair profissionais estrangeiros para viver no território nacional.
A análise geográfica dos dez primeiros colocados revela diversidade internacional significativa. Três países latino-americanos aparecem no grupo de elite: Panamá, México e Brasil. O Sudeste Asiático também se destaca com Tailândia, Singapura e Malásia. A região europeia contribui com Espanha, Portugal e Luxemburgo, enquanto os Emirados Árabes Unidos representam o Oriente Médio. Este cenário reforça que diferentes regiões do mundo oferecem atrativos específicos aos expatriados.
Um fator comum entre os dez melhores destinos é a receptividade genuína aos profissionais estrangeiros que buscam estabelecer suas carreiras. Sete desses países destacam-se especialmente no Índice de Facilidade de Adaptação, liderado pelo México, seguido por Panamá e Tailândia. A questão financeira também emerge como diferencial competitivo, com Panamá, Tailândia e México oferecendo melhor relação entre custos de moradia e acessibilidade. O Brasil figura na quinta posição do ranking de felicidade entre expatriados, demonstrando satisfação geral com a experiência de viver no país.
Os dados relativos à satisfação financeira revelam disparidades significativas. No Panamá, 90% dos expatriados consideram sua renda adequada para vida confortável, comparado à média global de 71%, e 76% expressam contentamento com suas finanças. A Noruega aparece na posição inversa, com apenas 39% dos expatriados satisfeitos financeiramente, apesar de apresentar segurança no trabalho e qualidade ambiental excepcionais, onde 96% relatam satisfação com a natureza circundante.