O Centro de Atenção Psicossocial (Caps) III de Maringá realizou apresentação especial durante a sessão ordinária da Câmara Municipal na manhã de terça-feira, 25 de agosto, levando à apreciação dos vereadores e visitantes o Projeto Aquarela, uma iniciativa terapêutica baseada em música como ferramenta de expressão e reinserção social.
A Banda Aquarela reúne pacientes que possuem liberdade para escolher o próprio repertório musical e participar ativamente da organização das apresentações, fortalecendo assim os vínculos pessoais e elevando a autoestima dos integrantes. O nome do grupo foi escolhido justamente para representar a diversidade e pluralidade que caracterizam os participantes. A unidade de saúde mental atende entre mil e 1,2 mil pessoas mensalmente, mantendo um total de 75 grupos terapêuticos em funcionamento.
Integrante da banda, um membro de 55 anos relatou a importância das atividades musicais em seu tratamento, explicando que a manutenção da mente ocupada com música proporciona bem-estar e tranquilidade, além de possibilitar o aprendizado de instrumentos dentro do próprio serviço de saúde. A música funciona como recurso essencial para complementar o tratamento oferecido pela instituição.
A direção do Caps III reconhece que a musicoterapia desperta a sensibilidade dos pacientes, estimula a expressão emocional e contribui para a elaboração de memórias traumáticas, constituindo-se como linguagem favorável ao desenvolvimento integral. O psicólogo coordenador do grupo enfatizou que as canções escolhidas pelos próprios pacientes carregam significados pessoais e histórias de vida relevantes, e que as apresentações fora do ambiente da instituição ampliam o processo terapêutico, consolidando a autonomia, a socialização e a reinserção psicossocial dos participantes.
O secretário municipal de Saúde reforçou o compromisso da administração pública com a ampliação de ações humanizadas no campo da saúde mental. Segundo ele, o Caps III funciona como serviço de referência ao oferecer atendimento integral 24 horas diárias, promovendo oportunidades para que os pacientes recuperem autonomia, dignidade e qualidade de vida através de programas terapêuticos como o Projeto Aquarela.