Chuvas intensas comprometem reta final da colheita canavieira no Paraná

Chuvas intensas comprometem reta final da colheita canavieira no Paraná

A produção de cana-de-açúcar no Paraná enfrenta dificuldades na reta final da safra. O excesso de precipitações que têm marcado o período vem criando obstáculos para o avanço das operações de colheita no estado, conforme abordado em entrevista realizada na última sexta-feira, 23 de outubro de 2026.

Miguel Tranin, que lidera a Associação dos Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar), discutiu com especialistas os desafios enfrentados pelo setor agroenergético paranaense. As chuvas contínuas representam um fator crítico que está retardando significativamente o cronograma de colheita das plantações, afetando diretamente a produtividade esperada para este ciclo.

Outro ponto relevante no cenário atual está relacionado à maior disponibilidade de etanol no mercado. A oferta ampliada do combustível tem gerado redução nos preços, tornando o produto consideravelmente mais competitivo quando comparado à gasolina. Essa dinâmica de mercado reflete diretamente nas decisões de investimento e planejamento das usinas produtoras do estado.

O etanol derivado do milho emerge como um segmento em expansão no Brasil e no Paraná. Este biocombustível alternativo vem recebendo investimentos significativos de empresas e produtores rurais interessados em diversificar a matriz energética nacional e regional. A tendência aponta para um crescimento continuado dessa modalidade de produção nos próximos anos.

A situação climática atual, portanto, representa um desafio multifatorial para o agronegócio canavieiro paranaense, combinando fatores meteorológicos adversos com dinâmicas mercadológicas que exigem adaptação constante dos produtores e processadores de bioenergia do estado.

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