A história de Claudio Adamuccio na indústria de transporte rodoviário começou de forma inesperada na década de 1980. Nascido em Osvaldo Cruz, interior de São Paulo, o empresário aceitou temporariamente pilotar um caminhão de hortifrúti de seu pai, que desejava se afastar por um ano para dedicar-se aos estudos religiosos. O acordo inicial de doze meses se estendeu por quatro décadas de atuação contínua no setor de logística e transportes.
Inicialmente, Adamuccio enfrentou desafios significativos nas rotas entre Paraná e Mato Grosso do Sul, lidando com problemas como atoleiros, falhas mecânicas e perdas de produtos perecíveis. Posteriormente, reposicionou sua empresa para o segmento de transporte madeireiro e carvoeiro, aproveitando resíduos industriais para abastecer siderúrgicas. Uma experiência crucial ocorreu quando uma instituição financeira internacional recusou manter contas de empresas do setor florestal por questões de governança. Este episódio foi transformador e levou o empresário a adotar rigorosos critérios de seleção de clientes e parceiros comerciais, estabelecendo padrões elevados de conduta e transparência nos negócios.
Atualmente, Adamuccio atua como diretor-presidente do G10 e diretor administrativo da Transpanorama, tendo sido reconhecido como Empresário do Ano 2026 pela Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM). Sua gestão é marcada pela busca contínua de inovação e modernização. Em 2022, liderou uma comitiva com 25 gerentes e diretores ao Vale do Silício para estudar tendências tecnológicas e de gestão. No mesmo período, participou de curso executivo na Universidade de Tel Aviv, em Israel. Suas experiências internacionais também incluem imersões estratégicas na Suécia, Suíça, Alemanha, China e Singapura, conhecimento que foi incorporado aos processos operacionais das empresas.
A segurança operacional é um pilar fundamental na administração das frotas. A estrutura de monitoramento das companhias funciona com duas torres de comando independentes: uma responsável pela logística de atendimento ao cliente e outra subordinada ao departamento de Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA). A tecnologia desempenha papel central, com câmeras equipadas com sensores de fadiga que detectam fechamento de olhos e bocejos dos motoristas, permitindo intervenções preventivas imediatas. Como resultado de políticas rigorosas de capacitação, testes toxicológicos obrigatórios e suporte psicológico aos condutores, a frota própria registra índice de 0,15 acidentes por milhão de quilômetros rodados, o que corresponde a aproximadamente 6,6 milhões de quilômetros entre ocorrências.
Os desafios estruturais do setor permanecem como preocupação central para o executivo. A escassez de motoristas qualificados, infraestrutura inadequada nas rodovias e a necessidade de modernização logística compõem o cenário complexo que caracteriza o transporte rodoviário de cargas no Brasil. Adamuccio enfatiza que a inovação não se restringe apenas à tecnologia, mas também abrange transformações em processos e modelos de gestão. Sua perspectiva sobre os gargalos estruturais do país fundamenta-se em experiências práticas acumuladas ao longo de quatro décadas movimentando mercadorias entre portos, indústrias e centros de distribuição, conectando a produção rural à economia nacional.