Fatec Ivaiporã fecha programação com foco em IA na Arquitetura e Engenharia

Fatec Ivaiporã fecha programação com foco em IA na Arquitetura e Engenharia

A Faculdade de Tecnologia de Ivaiporã encerrou sua Semana Acadêmica no dia 22 de outubro com uma abordagem inovadora sobre o uso de inteligência artificial nos cursos de Arquitetura e Urbanismo e Engenharia Civil. O encerramento do evento contou com a participação do professor André Batistella, convidado pelos coordenadores dos cursos Silvana Zurlo e Marlon Gomes para aprofundar as discussões sobre o tema.

A coordenadora Silvana Zurlo destacou que a programação desenvolvida durante a semana trouxe reflexões pertinentes que acompanham os estudantes desde o período de graduação até os primeiros projetos profissionais. Marlon Gomes, por sua vez, pontuou que os assuntos discutidos evidenciaram as diferentes exigências que o mercado impõe aos profissionais de ambas as áreas, preparando os alunos para desafios reais da prática profissional.

Conforme apresentado durante a palestra, a inteligência artificial apresenta potencial significativo para auxiliar em diversas etapas dos projetos, como pesquisa inicial, estudos de viabilidade, concepção de ideias, modelagem computacional e análise comparativa de soluções. As aplicações práticas incluem a exploração rápida de alternativas de projeto e a automação de processos repetitivos que demandam tempo. Entretanto, o professor enfatizou que a efetividade dessa ferramenta depende fundamentalmente do conhecimento técnico de quem a utiliza.

André Batistella alertou para riscos importantes associados ao uso da tecnologia sem supervisão adequada. As respostas geradas por sistemas de IA podem conter informações imprecisas, interpretações inadequadas de normas técnicas, soluções construtivas inadequadas ou dados completamente fictícios. Na arquitetura e engenharia, tais erros representam riscos graves, podendo comprometer a segurança estrutural, a funcionalidade do espaço e a viabilidade econômica do projeto. Por esse motivo, todo resultado gerado pela ferramenta exige análise crítica e validação pelo profissional responsável antes de sua implementação.

O professor recomendou aos acadêmicos que iniciassem sua preparação pelo domínio sólido dos conteúdos técnicos e pelo desenvolvimento da capacidade de pensamento crítico. Segundo suas orientações, os alunos devem aprender a formular questões precisas, avaliar respostas com ceticismo e reconhecer as limitações inerentes às ferramentas de IA. André Batistella concluiu que o profissional do futuro não será diferenciado apenas pela competência tecnológica, mas principalmente pela capacidade de avaliar resultados, justificar decisões de projeto e assumir responsabilidade pelas escolhas realizadas.

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