A Liga de Pediatria do curso de Medicina (Laped) da Fatec Ivaiporã organizou encontro educativo reunindo pais, mães, avós, docentes e profissionais cuidadores para compartilhar conhecimentos sobre introdução alimentar em bebês e procedimentos de desengasgo em crianças. O evento, idealizado por estudantes do programa, contou com especialistas convidados para abordar temas de importância prática no desenvolvimento infantil.
A nutricionista Bruna Rafaela Rosa apresentou as recomendações sobre alimentação complementar, apontando que esse processo deve iniciar aos 6 meses de vida. Conforme a profissional, até essa idade é fundamental manter exclusivamente o aleitamento materno, sem introduzir água, chás ou outros alimentos. A especialista ressaltou que a amamentação pode prosseguir até os 2 anos ou além, dependendo da situação de cada família.
Rosa alertou sobre a importância de respeitar o timing correto para iniciar novos alimentos, enfatizando que introduções alimentares inadequadas ou precipitadas, realizadas antes dos 6 meses, podem gerar consequências prejudiciais que se estendem até a vida adulta da criança. A nutricionista indicou que futuros encontros abordarão as fases subsequentes da alimentação até o primeiro ano de idade, complementando as orientações iniciais.
O enfermeiro do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), Rubens Bressanin, ministrou a segunda parte do encontro, dedicada a primeiros socorros e reconhecimento de obstrução das vias aéreas. Bressanin explicou os riscos relacionados a alimentos, brinquedos e objetos pequenos que podem causar engasgo em crianças, alertando sobre a necessidade de rapidez no atendimento.
Segundo o enfermeiro, a desobstrução deve ocorrer prontamente para evitar danos neurológicos graves ou morte da criança. Ele ressaltou que entre 4 e 6 minutos a lesão ainda pode ser reversível, enquanto acima desse período as consequências tornam-se irreversíveis. Bressanin orientou os participantes a acionarem imediatamente os serviços de emergência, esclarecendo que o profissional responsável pelo atendimento telefônico pode guiar os presentes durante os procedimentos enquanto a equipe se desloca até o local.
A professora Ana Beatriz Ferreira, do curso de Medicina, reforçou que o conhecimento compartilhado pela Laped atende a uma necessidade importante, sendo essencial para médicos, responsáveis diretos, familiares e cuidadores profissionais. Bressanin complementou argumentando que quanto maior o número de pessoas capacitadas, mais rápido e eficaz será o atendimento em situações de emergência, podendo a execução correta das manobras salvar a vida do bebê antes da chegada da equipe especializada.