O município de Marialva, localizado na Região Metropolitana de Maringá, consolidou-se como principal produtor de uva fina de mesa do Paraná. Com 450 hectares dedicados ao cultivo, a localidade responde por 28,5% da área total destinada a esse tipo de produção no estado e concentra 41,5% das quantidades colhidas e do Valor Bruto da Produção (VBP).
A safra de 2026 em Marialva alcançou 13,5 mil toneladas, gerando uma receita bruta de R$ 129,6 milhões. Esses números reforçam a importância econômica do setor vitícola regional e posicionam o município como referência nacional nesse segmento agrícola. O resultado representa um desempenho robusto para a economia local e demonstra a viabilidade da atividade na região.
Em contexto estadual, o Paraná ocupa a quinta posição na produção nacional de uva, representando 2,7% do total brasileiro. Os dados do IBGE apontam que em 2026 o estado colheu 58,0 mil toneladas em aproximadamente 4,0 mil hectares. Conforme levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral) referente a 2025, a área paranaense atingiu 3,2 mil hectares com produção de 50,4 mil toneladas e VBP de R$ 389,7 milhões, posicionando a uva como terceira fruta em geração de renda bruta nos pomares estaduais.
O setor passou por transformações significativas nos últimos dez anos. Entre 2016 e 2025, houve redução de 21,0% na área cultivada e queda de 6,3% nos volumes colhidos. Paralelamente, ocorreu reposicionamento da viticultura estadual, com diminuição relativa das uvas de mesa e aumento das destinadas à agroindustrialização. Em 2006, as uvas de mesa representavam 76,3% das vindimas paranaenses; em 2025 esse percentual caiu para 64,6%, enquanto as uvas para transformação industrial cresceram de 23,7% para 35,4% do volume total colhido.
Além de Marialva, outros municípios se destacam na produção estadual. Rosário do Ivaí, no centro do estado, colheu 1,5 mil toneladas em 150 hectares, gerando receita de R$ 14,4 milhões, concentrando-se em uvas rústicas de mesa. Bituruna, no sul paranaense, destaca-se na produção de vinhos e sucos premiados, com 100 hectares rendendo 1,5 mil toneladas e VBP de R$ 6,5 milhões. Em nível estadual, as uvas de mesa movimentam R$ 312,3 milhões (80,1% do VBP total), enquanto as destinadas à agroindustrialização giram R$ 77,4 milhões (19,9%).