A região Noroeste do Paraná apresentou números positivos em relação à segurança viária durante o primeiro semestre de 2026. Conforme balanço divulgado pela Delegacia da Polícia Rodoviária Federal em Maringá no dia 16 de julho, houve queda significativa de 20% no número de óbitos registrados em trechos de estradas federais sob a fiscalização da instituição na área.
O levantamento da PRF aponta que, entre janeiro e junho de 2026, a região Noroeste contabilizou 385 sinistros que deixaram 397 feridos e 28 mortes. Na comparação com o mesmo período de 2025, observou-se aumento de 15,1% nos sinistros e de 3,12% nos feridos, mas a redução significativa de 20% nas mortes representa uma conquista importante para a segurança nas rodovias regionais.
Em âmbito estadual, o cenário apresenta proporções maiores. O Paraná registrou 3.918 sinistros nas rodovias federais durante o primeiro semestre de 2026, deixando 4.280 pessoas feridas e ocasionando 285 óbitos. Comparando com os mesmos seis meses do ano anterior, os sinistros cresceram 7,7% e os feridos aumentaram 6,4%, enquanto as mortes diminuíram 5,6% no estado como um todo.
As colisões frontais continuam sendo o tipo de acidente mais mortal nas vias federais paranaenses, sendo responsáveis por 90 óbitos, representando 31,6% de todos os óbitos do semestre. Os atropelamentos de pedestres ocupam a segunda posição com 56 mortes, seguidos pelas colisões traseiras com 40 óbitos. Dados da PRF revelam que 83% das mortes ocorreram em pista seca e 69% em trechos retos, indicando que as condições da via frequentemente não são o fator determinante nos acidentes mais graves.
A análise comportamental mostra que o excesso de velocidade, ultrapassagens indevidas, desatenção e direção sob efeito de álcool permanecem como principais causas de acidentes fatais. Durante o semestre, a PRF registrou no Paraná 310.902 autuações por excesso de velocidade, 6.874 por ultrapassagens proibidas e 2.143 por direção alcoolizada. Adicionalmente, foram documentadas 8.052 infrações pela ausência de cinto de segurança, 2.086 por falta de capacete, 882 crianças transportadas sem dispositivo de retenção adequado e 1.646 autuações pelo uso de celular enquanto dirigia. Os veículos de carga, embora representem 28,6% dos acidentes, participaram de 50,5% das mortes registradas, evidenciando sua relevância crítica na segurança viária estadual.