Maringá intensifica mobilização para doação de órgãos com início do Setembro Verde

Maringá intensifica mobilização para doação de órgãos com início do Setembro Verde

A instituição Vidas Gerando Vidas, sediada em Maringá, inicia nesta terça-feira (1º de setembro) uma série de atividades voltadas à conscientização sobre doação de órgãos e tecidos. A campanha, conhecida como Setembro Verde, objetiva informar a população maringaense e reduzir os índices de recusa familiar na captação de órgãos. O lançamento oficial acontecerá durante sessão ordinária da Câmara Municipal de Maringá, onde o presidente da ONG comparecerá para reforçar a relevância da causa.

Claudemir Aparecido Ferreira, fundador e presidente da organização, lidera os esforços de conscientização há anos. O trabalho da entidade começou de forma inusitada em 2014, quando Ferreira criou a canção “Luto Eterno”, que posteriormente ganhou repercussão em plataformas de streaming. A música tornou-se referência em homenagens, incluindo tributos às vítimas do acidente com a Chapecoense. Essa experiência inspirou a formalização da ONG em 2018, transformando a motivação artística em comprometimento social com a saúde pública.

Recentemente, a organização vivenciou novo momento de impacto emocional com o falecimento de Matheus Gabriel Vicentini Fávaro, 19 anos. A família do jovem autorizou a doação dos órgãos, reforçando o trabalho que a entidade desenvolve junto à comunidade. A Vidas Gerando Vidas já conquistou avanços institucionais significativos, como a aprovação de legislação municipal que isenta taxas e emolumentos funerários para famílias que autorizam a doação de órgãos ou tecidos de seus entes queridos falecidos.

Para o mês de setembro, está programada grande mobilização no dia 10, especialmente voltada à doação de órgãos e medula óssea. Além disso, avanços práticos já beneficiam potenciais doadores: atualmente é possível registrar formalmente a opção de doador na Carteira de Identidade. Esses progressos refletem a determinação da organização em expandir o acesso à informação e facilitar o processo de manifestação de vontade entre os maringaenses.

Apesar dos ganhos, o Brasil enfrenta desafio crítico: aproximadamente 80 mil pessoas aguardam por transplante na fila de espera nacional. A legislação atual exige autorização expressa de parentes até segundo grau para viabilizar a retirada de órgãos. A campanha Setembro Verde enfatiza que, embora não haja necessidade de documentação formal em vida, a recomendação central permanece: potenciais doadores devem comunicar seu desejo aos familiares, facilitando a autorização no momento necessário e salvando vidas através do transplante.

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