A ação de imunização realizada no sábado (22) em todo o Estado do Paraná conquistou resultados expressivos, com a aplicação de 110.473 doses distribuídas entre 390 cidades paranaenses. O número representa mais que o dobro da meta inicial, que previa alcançar 50 mil imunizações. Os dados ainda estão em processo de consolidação e devem ser finalizados nos próximos dias pela secretaria estadual responsável.
Entre as vacinas aplicadas, aquelas consideradas de rotina – englobando todos os imunizantes exceto Covid-19 e Influenza – totalizaram 53.204 doses. A vacinação contra Influenza alcançou 49.002 aplicações, enquanto o imunizante contra Covid-19 registrou 8.267 doses. O foco principal da mobilização concentrou-se na atualização dos cartazes de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos, beneficiando 109.946 pessoas nessa faixa etária.
A estratégia estadual busca fortalecer a proteção contra doenças potencialmente graves como sarampo, poliomielite, hepatite e dengue, reduzindo riscos de reintrodução viral. O contexto nacional apresenta preocupações quanto ao sarampo, com novos casos sendo registrados em diferentes regiões. O Paraná mantém histórico de segurança, sem nenhuma ocorrência documentada desde 2020, e sem casos de origem interna desde 1987, porém a vacinação contínua permanece essencial como barreira preventiva.
A mobilização integra a Campanha Nacional de Multivacina que segue em andamento desde 3 de agosto até 1º de setembro. Participaram da iniciativa 21 das 22 Regionais de Saúde do Estado, com coordenação das secretarias municipais através do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems-PR). A quarta regional reagendou sua ação para o sábado seguinte (29 de agosto) em razão do acidente com ônibus em Imbituva na semana anterior, que deixou 23 vítimas fatais.
Os imunizantes permanecem disponíveis nas unidades de saúde de todo o Estado. A Influenza pode ser aplicada em população acima de 6 meses. A Covid-19 segue grupos prioritários conforme definição federal, incluindo residentes e profissionais de instituições de longa permanência, puérperas, imunodeprimidos, profissionais de saúde, ribeirinhos, quilombolas, indígenas, pessoas com deficiência permanente e portadores de comorbidades. O sarampo contempla população de 12 meses a 59 anos. O HPV é indicado para meninos e meninas de 9 a 14 anos, com possibilidade de adolescentes não vacinados de 15 a 19 anos também receberem o imunizante.