O Ministério da Fazenda confirmou nesta segunda-feira (24 de agosto) que o piso nacional sofrerá reajuste para R$ 1.741 a partir de 2027. A informação foi divulgada pelo ministro Dario Durigan, que anunciou a inclusão do novo valor no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, documento que será encaminhado ao Congresso Nacional até o dia 31 de agosto.
O incremento no salário mínimo corresponde a R$ 120, saindo dos atuais R$ 1.621 para o novo patamar. Em termos percentuais, a elevação representa um aumento nominal de 7,4%, considerando apenas o valor em reais. Já em termos de ganho real, descontando a inflação, o crescimento chega a aproximadamente 2,4% acima da variação inflacionária do período.
A metodologia de cálculo do reajuste segue critérios estabelecidos pela legislação vigente. O ministério leva em conta a inflação acumulada nos 12 meses anteriores a novembro e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) referente aos dois anos que antecedem a decisão. Todas essas definições respeitam os limites impostos pelo arcabouço fiscal atualmente em vigor no país.
Além de impactar diretamente os trabalhadores que ganham o piso nacional, o reajuste terá reflexos significativos nas contas públicas. Diversos beneficiários de programas de Previdência Social e assistência social têm suas remunerações vinculadas ao valor do salário mínimo. O governo aplicará o mesmo percentual de elevação em todos esses benefícios relacionados ao piso, conforme exige a legislação pertinente.
O valor agora confirmado é R$ 24 superior à estimativa que o próprio governo havia apresentado anteriormente na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), divulgada em abril. Contudo, a cifra ainda poderá sofrer ajustes durante o processo de discussão e votação do Orçamento de 2027 pelas duas casas do Congresso Nacional. O prazo constitucional para aprovação termina antes do início do próximo exercício fiscal.