Pele ressecada no frio: conheça as seis estratégias recomendadas por dermatologistas

Pele ressecada no frio: conheça as seis estratégias recomendadas por dermatologistas

As mudanças bruscas de temperatura, caracterizadas por manhãs quentes e noites geladas, representam um desafio significativo para a saúde dermatológica. A combinação de ventos intensos, redução na umidade relativa do ar e transições frequentes entre ambientes climatizados e externos cria condições ideais para o ressecamento cutâneo, descamação, prurido e pequenas fissuras, afetando principalmente as regiões do rosto, lábios, mãos e pés.

Segundo Killian Cristoff, biomédico e diretor técnico da Royal Face, a primeira orientação fundamental envolve reforçar a hidratação diária com produtos contendo ingredientes ativos comprovados, como ceramidas, pantenol, glicerina e ácido hialurônico. Esses componentes trabalham para minimizar a perda de umidade e fortalecer a barreira protetora natural da pele. A reaplicação do hidratante deve ocorrer sempre que a pele apresentar sinais de ressecamento, especialmente no período imediatamente após o banho e na sequência da higiene das mãos. Para casos de ressecamento mais intenso, recomenda-se optar por cremes e pomadas de consistência mais densa, que proporcionam melhor efetividade.

Dermatologistas alertam para os riscos associados aos banhos com água aquecida, prática comum durante os períodos frios. Embora a sensação inicial seja confortável, a água quente remove parte da oleosidade natural que protege a epiderme. O ideal consiste em manter banhos breves, de cinco a dez minutos, com água em temperatura morna, evitando sabonetes agressivos e esponjas abrasivas. Após o banho, a secagem deve ser realizada suavemente, sem friccionar a pele, seguida pela aplicação imediata do hidratante enquanto a superfície cutânea ainda retém umidade.

Atenção especial merece o cuidado com os lábios, região particularmente vulnerável ao vento e ao ar ressecado. O hábito comum de umidificar os lábios com saliva agrava o ressecamento, uma vez que a evaporação subsequente remove mais umidade local. Produtos hidratantes labiais devem ser utilizados continuamente ao longo do dia, com reaplica ção conforme necessário, preferencialmente aqueles enriquecidos com manteiga de karité ou vitamina E. Caso surjam fissuras persistentes acompanhadas de dor ou sangramento, avaliação profissional torna-se essencial.

A proteção solar permanece igualmente importante independentemente da estação do ano, uma vez que a radiação ultravioleta penetra mesmo em dias nublados, contribuindo para fotoenvelhecimento e risco de câncer de pele. Conforme recomendação da Academia Americana de Dermatologia, o uso de protetor solar de amplo espectro, resistente à água, com fator de proteção 30 ou superior, deve cobrir todas as áreas expostas.

Procedimentos dermatológicos como peelings, microagulhamento e tratamentos para manchas ou estímulo colágeno exigem avaliação profissional prévia e não devem substituir a rotina diária estabelecida. O corpo inteiro, incluindo braços, pernas, joelhos, cotovelos e pés, também sofre com ressecamento nos períodos de baixa umidade, podendo apresentar descamação e rachadura s. Esfoliações suaves ocasionais ajudam, desde que não haja irritação ou ferimentos. Sinais graves como vermelhidão intensa, feridas, dor, sangramento ou prurido persistente exigem consulta dermatológica imediata.

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