Residentes do Parque Residencial Cidade Nova, em Maringá, enfrentam uma situação de insegurança causada pelas invasões constantes em um prédio que pertenceu à operadora Oi. O imóvel localizado na Rua Domingos de Mião, próximo à Avenida Morangueira, estava sendo utilizado como base operacional da empresa para suas equipes técnicas até alguns meses atrás, quando os equipamentos foram retirados do local.
Desde que a operadora desocupou o imóvel, a segurança da região se deteriorou significativamente. Moradores apontam que o espaço vazio passou a ser frequentemente invadido, gerando diversos transtornos para quem reside nas proximidades. Os relatos incluem barulhos noturnos perturbadores, presença de pessoas em situação de rua utilizando o prédio como abrigo e episódios envolvendo violência dentro da estrutura do imóvel.
As reclamações da comunidade também abrangem furtos de materiais construtivos e peças do prédio. Portas, estruturas metálicas e outros componentes têm sido removidos do local durante a noite, causando ruídos que despertam moradores nas madrugadas. Vizinhos que residem em condomínios adjacentes ao terreno demonstram preocupação contínua com a situação e pedem providências urgentes das autoridades competentes.
A Guarda Municipal iniciou operações no endereço a partir de denúncias recebidas pelos moradores através do telefone 153. Na segunda-feira, dia 14, agentes realizaram revista nas dependências do prédio. Dois dias depois, na quarta-feira 16, uma equipe da Romu prendeu em flagrante um indivíduo que estava praticando furtos dentro da estrutura da Oi. O detido foi encaminhado à Polícia Civil para os procedimentos legais necessários. No mesmo dia, funcionários da empresa foram identificados realizando a retirada de itens remanescentes do prédio.
A Prefeitura de Maringá informou que o setor de inteligência da Guarda Municipal está elaborando um relatório detalhado para orientar as próximas ações preventivas, incluindo a notificação formal do proprietário do imóvel sobre a situação. A operadora Oi, por sua vez, comunicou através de nota oficial que mantém medidas rotineiras de manutenção e proteção em seus imóveis desocupados, além de estar em diálogo permanente com órgãos públicos para definir as providências adequadas visando solucionar o problema.